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A Tijuca revela Carolina de Jesus: a escritora que transformou lixo em ouro!

Unidos da Tijuca e o Legado de Carolina Maria de Jesus: Uma Homenagem que Transcende o Samba!

A Unidos da Tijuca brilhou na avenida com uma Ala 13 que foi muito além do simples desfile. A escola mergulhou fundo na vida e obra de Carolina Maria de Jesus, uma das maiores intelectuais do Brasil, para apresentar uma homenagem rica em significado e repleta de descobertas.

Desvendando Carolina: Além do Estereótipo

Esqueça o clichê da "catadora que escrevia". A Unidos da Tijuca se propôs a revelar a Carolina Maria de Jesus em sua plenitude: uma mulher de vasta dimensão intelectual, com um pensamento político afiado e uma veia artística multifacetada. A pesquisa buscou desconstruir estereótipos e trazer à luz a verdadeira essência dessa figura icônica da literatura brasileira.

A Pesquisa que Revelou Segredos

O ponto de partida foi, claro, a leitura de "Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada", obra que a projetou em 1960. Mas a imersão foi muito mais profunda. A equipe da escola explorou "Diário de Bitita", manuscritos inéditos, microfilmes e diversas obras póstumas. Contando com a consultoria especializada da Dra. Fernanda Felisberto, em Literatura Comparada, a pergunta que guiou todo o processo foi: "Quem é Carolina, afinal?".

A resposta foi surpreendente: a pesquisa reconstruiu a trajetória da autora antes e depois do sucesso, denunciando os silenciamentos, cortes e interferências que, ao longo do tempo, tentaram apagar suas críticas contundentes ao racismo estrutural e às desigualdades sociais. Mais de mil páginas inéditas revelaram uma escritora versátil: poeta, dramaturga, romancista e pensadora. Um verdadeiro tesouro redescoberto!

A Arte da Resistência na Passarela

A representação visual da Ala 13 foi um espetáculo à parte, carregado de simbolismo. Papéis manuscritos se espalhavam pelas roupas dos componentes e pendiam em varais no costeiro, remetendo diretamente à sua rotina e à sua produção literária. Objetos reaproveitados surgiam como adereços, transformando o "lixo" em uma poderosa declaração de "luxo" e resiliência.

Para Wilson Teodoro da Silva, enfermeiro auditor de 47 anos, a fantasia tinha uma potência política inegável. "Hoje, desfilamos com uma fantasia que traz o lixo e, ao mesmo tempo, se transforma em luxo. Isso a torna potente. Fala sobre catar e reciclar, retomando o sentido de que o pobre e o preto também podem ter educação. Isso é a história do Brasil. O Carnaval é feito de contar histórias", afirmou ele, emocionado.

Vozes da Comunidade: O Impacto da Homenagem

A homenagem a Carolina Maria de Jesus ressoou profundamente entre os participantes da ala, muitos deles estreantes na Unidos da Tijuca, que encontraram no enredo uma conexão pessoal e um propósito maior:

A Unidos da Tijuca, com essa ala memorável, não apenas celebrou Carolina Maria de Jesus, mas também reafirmou o papel do samba como um palco vibrante para a história, a cultura e a luta por justiça social. Uma verdadeira aula de Carnaval e cidadania!

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