Chatuba de Mesquita: Um Funk-se na Intendente Magalhães!
A Chatuba de Mesquita fez bonito na Série Prata do Carnaval 2024! Desfilando na Intendente Magalhães, a escola mostrou que ser uma das últimas a entrar na avenida não é sinônimo de cansaço, muito pelo contrário, a escola chegou com tudo, mostrando energia e criatividade de sobra. O desfile, que começou e terminou pontualmente em 40 minutos, foi um verdadeiro show, com destaque para a comissão de frente e a energia contagiante de todos os componentes.
Um Beijinho no Ombro da Concorrência!
A comissão de frente, intitulada "O Baile de Funk e seu Paredão", roubou a cena com seus figurinos inspirados nos bailes funk, com direito a croppeds, shorts curtos, cores vibrantes (prata, verde fluorescente e rosa pink) e até mesmo caixas de som representando o paredão. Um "Beijinho no Ombro" para a concorrência, em referência à música de Valeska Popozuda, mostrando a irreverência e a ousadia da escola.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Um Casal de Sucesso!
Cristiano Foguinho e Ana Beatriz Arruda brilharam com uma performance impecável, sincronizada e cheia de animação. A fantasia dourada de Cristiano homenageava James Brown, enquanto Ana Beatriz, com sua fantasia verde e dourada, lembrava Betty Davis, ícones que transcenderam gerações e gêneros musicais. O carisma e a energia do casal contagiaram a plateia.
Harmonia e Empoderamento: Um Ritmo Contagiante!
A harmonia da Chatuba foi um ponto alto do desfile. A ala das baianas, representando a "black music", com suas saias coloridas e o escudo prateado com a imagem de uma mulher com black power e coroa dourada, foi um símbolo de empoderamento feminino e negro. As musas Michele e Aline mostraram que samba no pé não tem padrão de corpo, quebrando estereótipos e inspirando a todos. A ala "sons metálicos", com suas cores branca e prata, complementou a beleza do desfile, criando contrastes visuais incríveis.
Evolução e Pequenos Imprevistos:
Apesar da energia geral, um pequeno buraco se formou na ala 8 ("Tamborzão") e no tripé "Tambores de Ogã". Apesar do pequeno contratempo, o muso Diego Edson deu o seu melhor, mostrando profissionalismo e simpatia.
O Samba: Uma Celebração da Libertação e da Arte!
O samba enredo "Funk-se Quem Quiser", de Alexandre Costa, Lino Sales e Marcus do Val, interpretado por Edinho Gomes, foi um acerto. A letra celebra a libertação do funk, um ritmo marginalizado no passado, mostrando sua força como arte, geradora de economia e transformadora de vidas. Apesar da celebração, a escola poderia ter incluído referências a outros artistas do funk, diversificando o enredo e incluindo diferentes vertentes do gênero.
Detalhes que Fizeram a Diferença:
A bateria da Chatuba foi excelente, com uma identidade visual marcante, representando a repressão policial sofrida por minorias. O segundo casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira também se destacou com fantasias de frutas tropicais, remetendo às "mulheres-fruta". A ala 12, com a fantasia "Silva", fez uma referência ao "Rap do Silva", lembrando a marginalização sofrida pelos funkeiros.
Conclusão:
A Chatuba de Mesquita apresentou um desfile vibrante, cheio de energia e com uma mensagem poderosa. Apesar de alguns pequenos problemas na evolução, a escola mostrou sua força, criatividade e a capacidade de superar desafios. O enredo, com sua mensagem de empoderamento e celebração do funk, certamente marcou presença na Intendente Magalhães.
Pontos Positivos: Comissão de frente, Mestre-sala e Porta-Bandeira, Harmonia, Samba enredo (mensagem principal), Bateria, Identidade visual.
Pontos a Melhorar: Evolução (pequenos buracos), Inclusão de outras vertentes do funk no enredo.