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Conheça os novos musos e musas da Santa Cruz

A Acadêmicos de Santa Cruz conheceu no domingo, 20 de novembro, os musos e musas que riscarão o chão com muito gingado e samba no pé no próximo Carnaval, no desfile da escola. A noite de evento foi estrelada por David Brasil e Milton Cunha. Um timaço de jurados elegeram os vencedores do concurso que movimentou a quadra da verde e branco. Confira os perfis dos escolhidos. Carlos Motta Carlos Motta. Foto: Divulgação. Iniciou os seus estudos de ballet clássico no Theatro Municipal. Sua paixão pelo mundo do samba começou no  primeiro trabalho artístico na casa de show plataforma I, quando teve o primeiro contato com a folia, fantasia e artistas do Carnaval. A partir daí, ganhou notoriedade viajando pelo Brasil. Em carreira internacional, levou na bagagem o melhor da nossa cultura popular para países como Japão, China, Coreia do Sul, Estados Unidos e Argentina, onde foi grande destaque. Já no Brasil, desfilou pa Acadêmicos de Santa Cruz em algumas alas. No ano de 2005, entrou para a Ala de Passistas, por uma seleção promovida pela escola e se manteve até a atualidade. Carlos Motta nunca teve a intenção ou a pretensão em ser muso da agremiação, por conta do histórico da verde e branco. No entanto, com o processo de reestruturação e modernização que passa a escola, no auge dos seus 49 anos, poderá carregar este título, representando a escola do bairro em que nasceu. Calos Motta contou a emoção de participar do concurso. “Subir naquele palco foi um momento de glória, onde puder ver com toda a clareza o carinho das pessoas torcendo e gritando pelo meu nome, deixando-me ainda mais confiante que sou a pessoa certa para carregar este título representando o meu pavilhão.” Roberta Campos Roberta Campos. Foto: Divulgação. Profissionalmente, Roberta Campos atua na área de comércio e barbearia. Nas horas vagas, é uma componente apaixonada pela Acadêmicos de Santa Cruz. Vizinha da escola por toda a sua vida, cresceu passando todos os dias em frente a quadra da agremiação. Ela também carrega um legado familiar, em que todos parentes foram e continuam sendo componentes da escola. Como passista da verde e branco há dez anos, sempre procura evoluir e entregar o melhor à comunidade. Também foi passista da Unidos de Cosmos e atualmente está na Concentra imperial. Roberta Campos afirmou estar grata pela iniciativa da escola. “O concurso foi um presente da escola para a comunidade, que fez nós passistas poder sonhar mais alto. Então com o incentivo da minha família, amigos e da comunidade participei do concurso e graças a Deus venci! Hoje me sinto realizada, por poder ter a oportunidade de ter a faixa de musa no meu amor maior que é a Acadêmicos de Santa Cruz. Quero agradecer a todos que estiveram ao meu lado nesse momento mágico. Prometo honrar o pavilhão e a essa oportunidade de ouro que foi me concedida. Gratidão! […] Sou louco por ti, sou verde e branco, minha paixão, meu orgulho maior é meu pavilhão[…], é o que me resume nesse momento!.” Marcela Andrade Marcela Andrade. Foto: Divulgação. Desde muito nova, Marcela Andrade já amava o Carnaval, mas, por questões religiosas, não podia ingressar em nenhuma escola de samba. Então, escondida em seu quarto, vivia o sonho da folia e de ser a um dia a nova mulata Globeleza. Ouvia muito sobre a Acadêmicos de Santa Cruz até que em 2018, no meio do ano, uma conhecida a levou para a escola. Em 2019, pela primeira vez na vida, entrou na Sapucaí como passista, quando a agremiação  homenageou a saudosa Ruth de Souza. “Foi um momento mágico, lindo demais.” Logo após, foi acolhida na também escola do seu coração Concentra Imperial, em que atualmente é a Rainha dos Passistas. Ela ainda desfila como passista na Unidos de Bangu e se dedica e estuda bastante a arte do samba.” A arte do samba Marcela Andrade aprendeu com o coreógrafo Patrick Carvalho. “Sou grata por tudo o que ele me ensinou e ainda ensina. Fiquei extremamente feliz e eufórica quando a presidência anunciou o concurso. Penso que o nosso segmento precisa ser valorizado, representado, por isso decidi que iria participar. Minha família e amigos me encorajaram. Eu me joguei. A cada etapa era um misto de emoções, ansiedade e vontade de chorar, mas no final valeu a pena. Alcancei esse objetivo com muita dedicação e com muito amor. Me sinto orgulhosa de mim mesma, muito feliz e grata, muito grata ao nosso patrono por ter aberto essa grande porta para todos nós. Sou da comunidade e sou feliz porque trago a Santa Cruz no meu coração!.” Ruan Julião Ruan Julião. Foto: Divulgação. Ainda criança Ruan Julião teve seu primeiro contato com mundo do samba. Aconteceu quando foi levado a um ensaio na Acadêmicos de Santa Cruz e ficou encantado e maravilhado com tudo o que viu. “O som da Bateria, o gingado dos passistas, o bailado do casal de mestre-sala e porta-bandeira … Tudo era muito lindo e convidativo. Não foi difícil se apaixonar!” Entre um ensaio e outro, lá estava Ruan Julião imitando a todos, dançando. Não demorou muito para já fazer parte da agremiação, ingressando na Ala das crianças, ficando por muito tempo. Já fez aula com o ex-mestre-sala Eduardo Belo, desfilou como passista na Tijuquinha do Borel e a paixão pela arte da dança e pelo Carnaval só aumentou. O tempo passou e com sua evolução, Ruan Julião aumentou seu desejo de ser passista. “Hoje, sou passista da Concentra Imperial e da Unidos de Bangu. Ter me permitido fazer parte do concurso foi incrível! Representar a minha comunidade e passistas me faz realizado. Hoje estou imensamente feliz por ser muso da Acadêmicos de Santa Cruz!”
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