Feitiço Carioca: Vilões Queridos Brilham na Avenida, Mas Desfile Enfrenta Desafios!
A Feitiço Carioca brilhou na avenida com o enredo "Meu Malvado do Fundo do Coração", uma proposta que mergulhou na nostalgia dos antagonistas que, apesar de suas vilanias, conquistaram o carinho do público. A escola apostou na memória afetiva, resgatando personagens icônicos e entregando um espetáculo visual que foi, sem dúvida, o grande destaque. As fantasias luxuosas, coloridas e com forte apelo lúdico, foram um show à parte, explorando volumes, aplicações e caracterizações que facilitavam a identificação imediata de figuras como os Minions, Cruella de Vil, Malévola e o Coringa. O cuidado com maquiagem e adereços de cabeça elevou o nível da caracterização, promovendo uma interação espontânea e divertida com a plateia. As alegorias seguiram a mesma linha criativa, com carros cenográficos que dialogavam diretamente com o universo dos vilões, funcionando como grandes quadros temáticos que enriqueceram a narrativa.
A comissão de frente, coreografada por Adilson Lourenço, prestou uma homenagem divertida à "Corrida Maluca" e ao inesquecível Máskara, utilizando um carro cênico que integrou os componentes de forma lúdica. Apesar da boa sincronização e clareza dos movimentos, a execução foi percebida como básica e com menos energia do que o esperado. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Yuri e Ana Clara Gomes, demonstrou precisão técnica e movimentos bem definidos, exibindo fantasias marcantes e luxuosas. Um pequeno incidente com a coroa do mestre-sala foi superado, e a dupla performou com maestria nas cabines seguintes, embora um toque extra de carisma pudesse ter potencializado ainda mais a apresentação.
No entanto, o desfile da Feitiço Carioca enfrentou desafios consideráveis em sua harmonia e evolução. Problemas recorrentes no sistema de som impactaram diretamente o desempenho da escola, com falhas no áudio que, em diversos momentos, deixaram apenas a voz do intérprete audível ou, pior, silenciaram completamente a comunidade, que se esforçava para cantar. A evolução também sofreu com um andamento lento e falhas notáveis, incluindo um grande espaço que se abriu entre as alas por mais de dois minutos na terceira cabine. A ala das passistas também se fragmentou, com parte avançando e outra permanecendo parada, evidenciando dificuldades de coordenação e gerando reações do público que pedia para a escola "andar". O desfile foi concluído em 40 minutos e 51 segundos, um tempo que reflete a dificuldade em manter o ritmo ideal.
Apesar das adversidades técnicas, a bateria comandada pelo mestre Vitinho Biscoito manteve-se firme e comprometida, demonstrando garra e resistência ao lado do intérprete Betinho do Feitiço. O samba-enredo, mesmo diante dos obstáculos, revelou força melódica e potencial de comunicação, sustentado por bossas e variações que tentavam manter a energia elevada na avenida. Em suma, a Feitiço Carioca entregou um desfile visualmente impactante e criativo, mas que foi prejudicado por questões técnicas e de coordenação que comprometeram a fluidez e a performance geral da agremiação na busca por uma melhor colocação no Carnaval. O potencial do enredo e a beleza das fantasias e alegorias foram inegáveis, mas os desafios enfrentados na pista deixaram um gostinho de "quase lá" para os amantes da folia.
O Espetáculo Visual: Fantasias e Alegorias que Marcaram o Desfile
As fantasias e alegorias foram, sem dúvida, o ponto alto da Feitiço Carioca. Com um luxo evidente e uma explosão de cores, a escola trouxe para a avenida personagens icônicos que conquistaram o público. De Minions a Cruella de Vil, passando por Malévola e o Coringa, a caracterização foi impecável, com maquiagens e adereços que garantiram a identificação imediata e a interação espontânea com os foliões. As alegorias seguiram a mesma linha criativa, funcionando como grandes cenários que contavam a história dos "vilões queridos" de forma envolvente.
Comissão de Frente e Casal: Lúdico e Preciso, Mas com Espaço para Mais Energia
- Comissão de Frente: Coreografada por Adilson Lourenço, homenageou a "Corrida Maluca" e o "Máskara". A apresentação, com um carro cênico lúdico, foi bem sincronizada, mas teve uma execução considerada básica e com menos energia do que o esperado.
- Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Yuri e Ana Clara Gomes demonstraram precisão técnica e movimentos bem definidos. Suas fantasias luxuosas e maquiagem marcante chamaram a atenção. Apesar de um pequeno incidente com a coroa do mestre-sala, a dupla se recuperou com maestria, embora um toque extra de carisma pudesse ter elevado ainda mais a performance.
Os Obstáculos na Pista: Harmonia e Evolução Sob Pressão
A Feitiço Carioca enfrentou grandes desafios em sua harmonia e evolução. Problemas no sistema de som foram recorrentes, prejudicando o canto da comunidade e, por vezes, silenciando-a completamente. Na evolução, o andamento lento causou a abertura de grandes espaços entre as alas, e a ala das passistas chegou a se fragmentar, gerando apreensão e gritos de "anda, anda" do público. A escola encerrou o desfile em 40 minutos e 51 segundos, refletindo as dificuldades enfrentadas.
Samba e Bateria: Garra e Resistência Diante das Adversidades
Mesmo com as falhas técnicas, a bateria comandada pelo mestre Vitinho Biscoito e o intérprete Betinho do Feitiço mostraram uma garra admirável. A equipe manteve a firmeza e o comprometimento, resistindo bravamente. O samba-enredo, apesar dos obstáculos, revelou força melódica e potencial de comunicação, com bossas e variações que buscaram manter a energia elevada na avenida.
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