Giovanna Paglia: A Arte e a Ancestralidade do Xequerê na Portela
Em um universo majoritariamente masculino, a bateria da Portela celebra a chegada de Giovanna Paglia, a terceira mulher a assumir a direção de um naipe em 102 anos de história. Mineira de Ituiutaba, Giovanna traz consigo uma bagagem rica em arte, ritmo e educação, pronta para comandar a ala de xequerês da Tabajara do Samba.
A Jornada de Giovanna Paglia
A paixão de Giovanna pelo xequerê floresceu em Brasília, onde a arte-educadora se encantou pelo instrumento. Sua jornada a transformou de uma mera copista em uma profunda conhecedora da "mágica da cabaça", como ela descreve. Essa descoberta a impulsionou a criar o Agbelas, um movimento de percussão afro-brasileira que já impactou milhares de mulheres ao redor do mundo.
Agbelas: Mais que Música, um Movimento de Transformação
O Agbelas, fundado em 2019, transcende o ensino do xequerê. O projeto mergulha na história, ancestralidade e significado do instrumento, promovendo um espaço de acolhimento e transformação para suas alunas. "O Agbelas me ensinou a escutar, silenciar e escutar a mim mesma antes de tudo", revela Giovanna, destacando a importância do coletivo e do autoconhecimento.
O movimento tem sido um portal para que muitas mulheres se conectem com a arte em diversas vertentes, desde a música até o artesanato, inspirando transformações pessoais e profissionais.
O Chamado do Carnaval Carioca
A notoriedade do Agbelas, com apresentações ao lado de grandes nomes da música brasileira e o patrocínio de Carlinhos Brown, abriu portas para Giovanna. Após uma breve experiência frustrada na Mangueira, o convite para a Portela surgiu como um chamado. "Um grande amigo que fundou o naipe de xequerês da Mangueira me avisou que a Portela estava abrindo a ala do instrumento", conta.
Um Desafio Nobre na Azul e Branco
Assumir a direção dos xequerês na Portela é um marco para Giovanna e para a história da agremiação. "Estar na linha de frente regendo dez mulheres, carregando um útero na mão, que é a cabaça, é uma honra que não tem tamanho", emociona-se. O trabalho árduo, a responsabilidade e a energia que ela promete trazer para a bateria da Tabajara do Samba indicam um desfile carregado de "dendê" e muita emoção.
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