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Grande Rio: A Ala de Passistas que é Família, Resiste e Faz o Samba Acontecer!

Passistas da Grande Rio: Mais que Samba no Pé, Uma Revolução Cultural na Avenida!

A ala de passistas da Acadêmicos do Grande Rio está vivendo um momento histórico e inspirador. Longe de ser apenas um show de brilho e técnica, o segmento de Duque de Caxias se reinventa, abraçando a renovação, a consciência cultural e um profundo sentimento de pertencimento. Este grupo vibrante não só encanta na Avenida, mas também se consolida como uma referência em formação e valorização do passista como verdadeiro protagonista do espetáculo carnavalesco.

Renovação e Formação: O Segredo do Brilho Caxiense

O diretor da ala, Avelino Ribeiro, revela que a base desse crescimento notável reside na formação contínua e na visão de futuro. Uma das iniciativas mais estratégicas é a integração dos jovens talentos da escola mirim, os Pimpolhos da Grande Rio. Anteriormente, ao atingirem o limite de idade (14-15 anos), muitos desses jovens ficavam sem um caminho claro. Agora, eles são diretamente incorporados à ala adulta, garantindo a continuidade do talento e um forte vínculo com a escola.

Além disso, o projeto "Samba de Ouro", que acontece duas vezes por semana na quadra da escola, é um verdadeiro celeiro de talentos. Nele, os melhores alunos são selecionados para compor a ala principal, promovendo uma revitalização constante do segmento, que mescla a experiência dos passistas mais antigos com a energia e o frescor dos novos integrantes.

A Voz dos Passistas: Protagonismo e Luta por Reconhecimento

A discussão sobre a importância do passista no Carnaval ganha força através das vozes de seus próprios protagonistas. Thiago Soares, um passista com duas décadas de dedicação à Grande Rio, enfatiza a necessidade de valorizar esses artistas que, com seu samba no pé, representam a escola com garra e força. Ele destaca a relevância de iniciativas como o "Dia do Passista" e a "Lei Valci Pelé" para garantir maior visibilidade e reconhecimento. Com olhos no Carnaval 2026, Thiago promete muitas surpresas, fantasias espetaculares e a busca incansável por prêmios.

Samba como Herança, Estudo e Sustento: Histórias que Inspiram

Para Jorge Barbosa, passista da Grande Rio há 26 anos, professor e doutorando em Carnaval, o samba é mais do que uma paixão: é uma herança familiar e um objeto de estudo. Com um avô que foi da Velha Guarda da Portela, Jorge carrega a cultura do samba em seu DNA e em suas pesquisas acadêmicas, que incluem o estudo de mulheres sambistas e passistas negras. Ele descreve a indescritível emoção de ouvir a bateria e sentir o corpo responder, um momento de glória onde o passista se torna protagonista de sua arte, o "riscado" na Avenida. Recentemente premiado com o "Passista Samba no Pé 40+", Jorge também levanta a bandeira contra o etarismo no samba, celebrando a valorização da experiência.

Carla Beatriz, com 37 anos e 17 desfilando pela escola, é um exemplo de como a arte pode ser sustento. Trabalhando no barracão da Grande Rio em projetos de turismo ligados ao samba, ela emociona-se ao falar sobre a resistência de conseguir viver da arte, da música e da dança. Carla reforça o impacto social da escola, especialmente através dos Pimpolhos, que oferecem projetos sociais, bolsas de estudo e até oportunidades universitárias, garantindo que o samba continue vivo e transformador.

Família, Resistência e Quebra de Estereótipos: A Força Feminina

Juliana Santos, passista há 15 anos, define a ala como uma verdadeira família. "A gente briga, se estressa, mas é família. A gente se acolhe, se ama, se ajuda", afirma. Ela desafia o estereótipo de que a ala de passistas é vulgar, ressaltando a diversidade de mulheres que a compõem: mães, esposas, professoras, advogadas. Para Juliana, o samba é um complemento vital para suas vidas. Tendo entrado na ala aos 15 anos, ela cresceu e amadureceu ali, inspirada por figuras como Patinha, Marisa Furacão e Tati Feiticeiro. Como técnica de enfermagem e futura enfermeira, ela celebra a importância de ser mulher, sambista e profissional, expressando profunda gratidão por fazer parte dessa ala tão especial.

A Acadêmicos do Grande Rio, através de sua ala de passistas, demonstra que o Carnaval é um palco de arte, cultura, inclusão e transformação social, onde cada passo de samba conta uma história de paixão e resistência.

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