Imperatriz Leopoldinense Ousa e Anuncia Ney Matogrosso como Enredo de 2026!
A Imperatriz Leopoldinense está pronta para mais um capítulo ousado em sua história! O carnavalesco Leandro Vieira revelou que a escola de samba, conhecida por sua trajetória de reinvenção, terá Ney Matogrosso como enredo para o Carnaval de 2026. Essa escolha marca um momento de coragem e diversidade para a agremiação, que busca romper com a antiga imagem de "Certinha de Ramos" e abraçar um espírito camaleônico.
A Nova Imperatriz: Liberdade e Diversidade em Destaque
Leandro Vieira ressalta que a Imperatriz Leopoldinense passou por uma fase de experimentação nos últimos anos, compreendendo que a liberdade e a diversidade em seus desfiles a tornam mais forte. "Havia uma imagem de que a Imperatriz era a ‘Certinha de Ramos’, e eu nunca consegui enxergar escola de samba como esse lugar da coisa quadrada, pré-determinada", comentou o carnavalesco.
Nos desfiles recentes, a escola explorou universos variados, desde Lampião até a oralitura de Oxalá. Para 2026, a aposta é em Ney Matogrosso, um artista que, segundo Vieira, representa a multiplicidade e a força política.
Ney Matogrosso: A Coroação de uma Fase Ousada
A escolha de Ney Matogrosso como enredo é vista por Leandro Vieira como a síntese de uma fase em que a Imperatriz se mostra disposta a se reinventar e a ser feliz de diversas maneiras. O carnavalesco destaca a carreira de Ney, que ao longo de cinco décadas, fez do próprio corpo uma bandeira de liberdade, transgressão e prazer.
A multiplicidade é apontada como a grande marca de Ney: "O que o Ney mais fez foi ser outro. Sendo tantos, de alguma forma, ele só fortaleceu a identidade do cara que ele é". Essa característica se alinha com a trajetória recente da Imperatriz, que prova ser capaz de se destacar em diferentes propostas.
Além da Estética: A Conexão Política de Ney Matogrosso
Leandro Vieira vai além da estética ao analisar a obra de Ney Matogrosso, apontando o recorte político presente em suas canções, como a denúncia do genocídio de povos originários em "Sangue Latino". A postura performática do artista também é um ponto forte, evidenciando a conjunção entre estética e política, base da concepção de enredo de Vieira.
Ney Matogrosso: Um Artista Carnavalesco Inesperado
Apesar de Ney Matogrosso já ter recusado convites anteriores para ser enredo, Leandro Vieira defende que a celebração do Brasil em sua pluralidade deve ir além dos sambistas. Ele considera modéstia a percepção de Ney de que não seria "carnavalesco".
"Um cara que se apresentou como homem de neandertal, que fez da nudez, do brilho e da lantejoula um padrão estético, se considerar pouco carnavalesco é a modéstia de quem tem uma cara de tímido, mas sabe exatamente que traz a cultura carnavalesca como bandeira", afirmou Vieira, ressaltando que Ney trouxe a estética carnavalesca para os grandes palcos.
Um Enredo com Outro Perfume: Distanciamento da Cinebiografia
Leandro Vieira fez questão de esclarecer que o desfile da Imperatriz não se baseará na cinebiografia "Homem com H". Embora elogie a obra, ele diferencia o enfoque: "São perfumes diferentes. O filme é biográfico. E eu trato do artista que muda de pele, que fez da música a bandeira que leva no visual, no corpo".
Continuidade de uma Trajetória Autoral
O carnavalesco relembra homenagens anteriores, como a Maria Bethânia, Lamartine Babo e Cartola, Jamelão e Delegado, destacando que o fio condutor é a possibilidade de retratar o Brasil em sua diversidade. No caso de "Camaleônico", essa pluralidade se manifesta na música, na latinidade, na luta política e na performance do homenageado.
Leandro Vieira e Cátia Drumond: Uma Parceria de Operários do Carnaval
A sintonia entre Leandro Vieira e a presidente da escola, Cátia Drumond, é explicada pela origem comum de ambos como "operários do carnaval". Vieira relata que ambos iniciaram suas carreiras em funções distintas dentro da Imperatriz, e essa experiência compartilhada fortalece a parceria e o trabalho da escola.
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