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Leci Brandão é o enredo da Bangu no Carnaval da Série Ouro

Unidos de Bangu e Leci Brandão: Um Grito de Samba e Consciência na Sapucaí!

A Unidos de Bangu fez a Marquês de Sapucaí vibrar na primeira noite de desfiles da Série Ouro do Carnaval 2024, apresentando um enredo emocionante e profundamente significativo: "As coisas que mamãe me ensinou". A escola da Zona Oeste carioca escolheu homenagear a multifacetada trajetória de Leci Brandão, uma figura icônica que transcende a música, abraçando a política, a paixão pela Mangueira e um ativismo social incansável. Com uma proposta que buscou evocar valores, posturas e aprendizados, o desfile não se limitou a uma biografia linear, mas sim a uma celebração da essência de Leci como cantora, compositora, cronista do cotidiano, política, mulher lésbica e mangueirense de coração. A comissão de frente, coreografada por Fábio Costa, foi um espetáculo à parte. Intitulada "Alma do Samba", ela trouxe 15 componentes, entre malandros prateados e cabrochas em vermelho intenso, que representaram a força motriz do samba na vida de Leci. O ponto alto foi um tripé inovador em forma de vitrola que se abria, revelando uma Leci madura e elementos de sua fé, como Iansã e Ogum. A interação com uma garotinha e a execução precisa da coreografia garantiram uma apresentação impecável nos módulos de jurados, prometendo boas notas. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Leonardo Moreira e Bárbara Moura, desfilou com a fantasia "Ancestralidade Familiar", um tributo visual às raízes de Leci, com fotos da artista em sua indumentária. Apesar de um nervosismo inicial e a interferência do vento, a dupla demonstrou técnica e entrosamento crescentes, culminando em uma apresentação segura e elegante na terceira cabine, o que sugere uma boa avaliação. O enredo foi habilmente dividido em três setores, cada um explorando uma faceta da homenageada. O primeiro, "A Ancestralidade que Trago Comigo", destacou a proteção dos orixás e os ensinamentos familiares. O segundo, "Uma Carreira Construída à Base do Amor e da Fé", celebrou a ligação de Leci com a Mangueira. O terceiro, "Socialista Graças a Deus", foi um poderoso manifesto de sua luta por causas sociais, com a alegoria "Quilombo da Diversidade" exibindo bandeiras LGBT, reforçando sua identidade e compromisso. As três alegorias da Unidos de Bangu, de autoria dos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Sales e Marcus do Val, apresentaram-se bem finalizadas e sem avarias, com destaque para a Iansã no abre-alas e o vibrante verde e rosa da segunda alegoria, remetendo à Mangueira. Embora uma pequena crítica tenha sido feita às orelhas desproporcionais em algumas esculturas, o conjunto visual foi considerado regular e coeso. As fantasias das alas, embora modestas, não mostraram avarias, mas as composições em algumas alegorias poderiam ter mais volume cenográfico. O samba-enredo, uma obra coletiva com nomes como Dudu Nobre, Junior Fionda e Marcelinho Santos, mostrou-se potente na avenida, com um refrão marcante e citações às famosas canções de Leci Brandão, como "Zé do Caroço". No entanto, a harmonia da escola apresentou um canto irregular entre as alas, com trechos enfraquecidos e componentes menos engajados, um ponto de atenção para a apuração. A evolução também foi um desafio, com a escola acelerando o passo no final e terminando o desfile em 56 minutos, um minuto além do permitido, o que resultará em uma penalidade de 0,1 ponto. A bateria, por sua vez, não entrou no segundo recuo, contribuindo para a correria final. Apesar dos desafios em harmonia e evolução, a Unidos de Bangu entregou um desfile conceitualmente bem resolvido, com uma homenagem firme e consciente. A presença da rainha de bateria trans, Camila Prins, em um enredo que celebra uma mulher lésbica, adicionou uma camada extra de representatividade e significado ao espetáculo. A escola deixa a Sapucaí com credenciais para uma boa colocação, dependendo de como os jurados ponderarão os pontos fortes e fracos. O impacto cultural e social da mensagem de Leci Brandão, amplificado pela Unidos de Bangu, certamente ressoará para além da avenida.

Unidos de Bangu e Leci Brandão: Uma Homenagem que Deixou Marcas na Sapucaí

A Unidos de Bangu brilhou na Série Ouro do Carnaval 2024 com um desfile emocionante em homenagem à icônica Leci Brandão. Com o enredo "As coisas que mamãe me ensinou", a escola da Zona Oeste transformou a Avenida em um palco de celebração à música, política, paixão pela Mangueira e ativismo social da artista.

Destaques que Fizeram a Diferença

Enredo e Alegorias: Uma Narrativa de Força e Diversidade

O desfile foi inteligentemente dividido em três setores, cada um explorando uma faceta da homenageada:

As três alegorias, criadas pelos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Sales e Marcus do Val, apresentaram-se bem finalizadas e sem avarias, com destaque para a Iansã no abre-alas e o vibrante verde e rosa da segunda alegoria. Apesar de uma pequena crítica às orelhas desproporcionais em algumas esculturas, o conjunto visual foi considerado regular e coeso. As fantasias das alas, embora modestas, não mostraram avarias, mas as composições em algumas alegorias poderiam ter mais volume cenográfico.

Desafios e Pontos de Atenção na Apuração

Um Legado de Consciência e Representatividade

Apesar dos desafios em harmonia e evolução, a Unidos de Bangu entregou um desfile conceitualmente bem resolvido, com uma homenagem firme e consciente. A presença da rainha de bateria trans, Camila Prins, em um enredo que celebra uma mulher lésbica, adicionou uma camada extra de representatividade e significado ao espetáculo. A escola deixa a Sapucaí com credenciais para uma boa colocação, dependendo de como os jurados ponderarão os pontos fortes e fracos. O impacto cultural e social da mensagem de Leci Brandão, amplificado pela Unidos de Bangu, certamente ressoará para além da avenida.

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