Mangueira no Ensaio Técnico: Maturidade e Força na Sapucaí!
A Estação Primeira de Mangueira realizou seu ensaio técnico na Sapucaí, e a palavra que define a apresentação é: maturidade. A Verde e Rosa mostrou uma evolução significativa em relação aos treinos de rua, apresentando um desfile organizado, com evolução impecável e uma espontaneidade contagiante. O samba, na ponta da língua da comunidade, se destacou, mesmo diante de problemas no sistema de som. A união entre o carro de som, a bateria e a comunidade superou as adversidades, criando uma interação forte com o público desde o início, coroada por uma chuvinha refrescante no final.
Uma apresentação para guardar na memória:
- Comissão de Frente: Lucas Maciel e Karina Dias surpreenderam com uma apresentação diferente do minidesfile, interagindo intensamente com o público. A iluminação cênica foi utilizada com maestria, realçando a transformação de um integrante, que evoluiu de um guerreiro ancestral a um jovem do morro, em um momento de grande impacto. A coreografia resumiu perfeitamente o enredo, gerando enorme expectativa para o desfile oficial.
- Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Matheus Olivério e Cintya Santos, o "Casal Furacão", brilharam com uma coreografia mais viril e ancestral, totalmente alinhada com o enredo. Cintya encantou com sua "bandeirada" forte e charmosa, enquanto Matheus exibiu a malandragem característica do mestre-sala da Mangueira. A apresentação foi mais livre, valorizando a dança e a energia do casal, sem se prender tanto à marcação do samba.
- Harmonia: A escola cantou com força, precisão e potência, demonstrando que o samba está profundamente enraizado na comunidade. Mesmo com o desgaste e o calor, as alas mantiveram o canto forte até o final, superando as falhas no sistema de som que, ironicamente, só evidenciaram a força vocal da Mangueira.
- Bateria: A "Tem Que Respeitar Meu Tamborim" fez uma apresentação visualmente impactante, com jogo de luzes e fogos, além de uma performance sonora impecável. Rodrigo Explosão e Taranta Neto lideraram a bateria com maestria, mostrando a força do ritmo mangueirense.
- Samba-Enredo: Composto por Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Júlio Alves, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim, o samba apresenta características semelhantes aos últimos trabalhos da Verde e Rosa, com um pré-refrão que prepara para a explosão da segunda parte, mais melódica e profunda. A única observação fica para a pronúncia da palavra "dona" no refrão, que poderia ser melhorada. No entanto, o samba mostrou-se forte e pronto para a Sapucaí.
- Evolução: A Mangueira desfilou com tranquilidade, fluidez e organização, sem correria, mas com técnica e precisão. Os movimentos mais complexos, como as entradas e saídas da bateria, foram executados com perfeição. Coreografias pontuais em algumas alas complementaram o desfile sem atrapalhar o andamento.
Outros destaques:
- Esquenta: O carro de som apresentou uma performance especial, mesclando a musicalidade negra tradicional ao funk, com sucessos como "Eu só quero é ser feliz".
- Rainha de Bateria: Evelyn Bastos, como "Njinga a Mbande", impressionou com um figurino de guerreira.
- Maquiagem: Uma ala inicial exibiu uma maquiagem com símbolos de ancestralidade, adicionando beleza e significado ao desfile.
- Segundo Casal: Débora de Almeida e Renan Oliveira mostraram um gingado contagiante, incorporando elementos de bossa funk ao samba.
Em resumo: O ensaio técnico da Mangueira demonstrou a força da comunidade, a maturidade da escola e a potência do samba-enredo "À Flor da Terra – No Rio da Negritude entre Dores e Paixões". A Verde e Rosa está pronta para fechar a primeira noite de desfiles do Grupo Especial com chave de ouro!
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