Mangueira em Rituais de Encantamento: Ensaio de Rua Revela Força e Preparo para 2026
A Estação Primeira de Mangueira provou que o samba no pé e a garra verde e rosa estão mais vivos do que nunca em seu mais recente ensaio de rua na Visconde de Niterói. A comunidade abraçou o enredo "Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra", do carnavalesco Sidney França, e demonstrou um preparo impressionante para o desfile de 2026. Com as arquibancadas lotadas e a energia pulsando, a escola mostrou que está pronta para conquistar a Sapucaí.
Magia Amapaense Invade o Morro
Um dos grandes destaques da noite foi a participação especial de 15 caixeiros(as) de marabaixo, vindos diretamente do Amapá, que integraram a bateria da Mangueira. Entre eles, a presença de uma neta do Mestre Sacaca, homenageado no enredo, adicionou ainda mais emoção e autenticidade ao ensaio. Essa fusão de ritmos e tradições trouxe um tom florestal e encantado, preparando o terreno para o que virá na avenida.
Comissão de Frente: Um Ritual de Poder
A comissão de frente, coreografada por Karina Dias e Lucas Maciel, foi um espetáculo à parte. Com oito componentes em constante movimento, a apresentação evocava rituais xamânicos, com bailarinos que iam do chão ao alto em saltos lentos e artísticos. A força, a sintonia e o encantamento eram palpáveis, com cada movimento parecendo uma invocação. A figura do pivô central, cercado por bailarinos que o protegiam e saudavam, culminou em um giro impactante que cativou o público.
Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Maestria e Afeto
Matheus Olivério e Cintya Santos, o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mangueira, mais uma vez encantaram o público com sua sintonia, afeto e comprometimento com o pavilhão verde e rosa. Cintya demonstrou precisão e maestria em cada movimento, enquanto Matheus exibia classe e domínio ao conduzir o pavilhão. A coreografia, lapidada pela experiente Ana Paula Lessa, manteve a essência tempestiva do casal, garantindo uma performance eletrizante.
Samba e Harmonia: A Voz da Comunidade
O departamento musical da Mangueira, sob a condução segura e firme do intérprete Dowglas Diniz, apresentou um samba que ganhou pulsação e contagiou a comunidade. O canto da escola foi entusiasta, com todas as alas entoando a obra com nuances e paixão. Trechos como "Iyá, Benedita de Oliveira" e o sussurro de "Sacaca" criaram momentos de profunda conexão e emoção. Apenas um ponto de atenção para que o volume do canto no paradão seja ainda mais potente e uníssono na Sapucaí.
Evolução e Estratégia: Preparo para o Desfile
A evolução da escola demonstrou organização e cálculo, com dois momentos distintos de ritmo que não comprometeram o fluxo geral. Dudu Azevedo, diretor de carnaval, ressaltou o caminho certo que a escola está trilhando, com aprimoramento constante da evolução e um cronograma bem definido para o desfile. A estrutura oferecida para os ensaios, com pista nas dimensões da Sapucaí, é fundamental para esse preparo.
Balanço dos Mestres: Ritmo e Sinergia
Os mestres Taranta Neto e Rodrigo Explosão celebraram a estreia dos ritmistas amapaenses, destacando a tranquilidade e a assimilação das ideias. A bateria "Tem Que Respeitar Meu Tamborim" mostrou-se afiada e alinhada, com a execução perfeita de tudo o que foi planejado, incluindo a coreografia da rainha. O público reagiu positivamente, e a sinergia entre os ritmistas locais e os convidados do Amapá foi um dos pontos altos.
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