Maria Augusta: Uma Homenagem Inesquecível à Rainha do Carnaval!
A Biblioteca Parque Estadual foi palco de uma emocionante homenagem à memória de Maria Augusta, uma das figuras mais icônicas do Carnaval. O evento, realizado no Teatro Alcione Araújo, reuniu personalidades para celebrar a vida e obra da carnavalesca, que deixou um legado inestimável para a folia.
Um Mergulho na Carreira de Maria Augusta:
O seminário começou com um vídeo emocionante, repleto de depoimentos de quem conviveu com Maria Augusta, incluindo o renomado Ricardo Cravo Albin. Em seguida, uma mesa redonda de debates aprofundou a análise de sua carreira e inspirações. O professor Felipe Ferreira, membro do júri do Estandarte de Ouro, mediou a discussão com convidados de peso:
- Flávia Oliveira: Jornalista que escreveu sobre Maria Augusta no livro "Pra tudo se acabar na quarta-feira", destacando sua origem em Campos dos Goytacazes, o aprendizado com Fernando Pamplona e sua forte religiosidade.
- Marcelo de Mello: Jornalista que expressou admiração pelo trabalho da carnavalesca, especialmente pelo desfile de 1977 na União da Ilha com o enredo "Domingo", e ressaltou o cuidado com o uso das cores.
- Licia Lacerda: Falou sobre a longa convivência com Maria Augusta desde a Escola Nacional de Belas Artes, o primeiro trabalho juntas no Salgueiro em 1971, e o brilho nos olhos da artista ao falar de Carnaval.
- Patrícia de Aquino: Ressaltou a ancestralidade, espiritualidade e o lado místico de Maria Augusta, que influenciavam suas decisões e enredos, além de sua vivência no candomblé.
- Eduardo Gonçalves: Relembrou a forte amizade com a artista, seu pioneirismo como carnavalesca mulher e iniciativas como a catalogação de suas criações em livros, inspirando o "Abre-Alas".
O Legado de uma Visionária:
Maria Augusta não foi apenas uma artista talentosa, mas também uma pioneira. Sua dedicação em registrar suas criações em livros inspirou a criação do "Abre-Alas", um material essencial para todas as escolas de samba. Além disso, sua presença constante em ensaios e escolhas de samba demonstrava seu amor incondicional pela festa.
A mesa de debates, que durou cerca de duas horas, foi encerrada com Selminha Sorriso lendo dois sambas que homenagearam a carnavalesca: Vila Santa Tereza 1996 e Arranco 2004. Um momento de pura emoção e reconhecimento para uma das maiores mestras do Carnaval.
#MariaAugusta #Carnaval #Homenagem #Carnavalesca #Legado #Cultura