Análise e Resumo: Unidos da Tijuca Rumo ao Carnaval 2026
A Unidos da Tijuca realizou seu segundo ensaio técnico na Marquês de Sapucaí, consolidando-se como uma das grandes promessas para o Carnaval 2026. O enredo, que homenageia a escritora Carolina Maria de Jesus sob a visão do carnavalesco Edson Pereira, foi o fio condutor de uma noite marcada por simbolismo, resistência e uma forte conexão emocional com a comunidade do Borel. O resumo deste ensaio aponta para uma escola que não busca apenas o impacto visual, mas uma narrativa densa e necessária. A comissão de frente, dirigida por Ariadne Lax e Bruna Lopes, destacou-se pelo protagonismo feminino e pelo uso de livros como instrumentos de luta, transformando a coreografia em um manifesto contra a fome e a invisibilidade social. A performance foi segura, repetindo o êxito da semana anterior e trazendo "spoilers" do que será visto no desfile oficial.
Outro ponto alto foi a exibição do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus Miranda e Lucinha Nobre. Com um figurino repleto de referências literárias e um entrosamento que calou críticas anteriores, o casal emocionou o público, especialmente no momento em que Lucinha "abraçou" o pavilhão ao som de versos que mencionavam o Morro do Borel. A parte técnica também apresentou evolução: o samba-enredo, conduzido por Marquinho ArtSamba e com a introdução marcante de Lissandra Oliveira, foi cantado a plenos pulmões pela escola, mostrando que a obra "pegou" entre os componentes. A bateria de Mestre Casagrande manteve a cadência ideal, sustentando o ritmo sem sobressaltos e garantindo a harmonia necessária para o canto da comunidade.
Quanto à evolução, a diretoria de carnaval, liderada por Elisa Fernandes, optou por uma estratégia de "pé no freio", focando no alinhamento e na fluidez das alas para evitar erros de cronometragem. O ensaio terminou dentro do tempo previsto, com 74 minutos, demonstrando que a escola está com o planejamento em dia. A presença de elementos como livros nas mãos dos componentes e a participação de um terceiro casal mirim reforçaram a mensagem de continuidade e respeito às raízes. Em suma, a Unidos da Tijuca mostrou que está preparada para emocionar a Sapucaí, unindo técnica apurada a um discurso social potente que promete ser o diferencial da agremiação na busca pelo título.
Unidos da Tijuca Transforma a Sapucaí em Manifesto Literário e de Resistência
Prepare o coração! A Unidos da Tijuca deu um verdadeiro show de representatividade e técnica em seu segundo ensaio técnico no Sambódromo. Exaltando a trajetória de Carolina Maria de Jesus, a escola do Borel provou que o samba e a literatura caminham de mãos dadas para contar a história do Brasil real.
Comissão de Frente: A Força da Palavra
Sob o comando de Ariadne Lax e Bruna Lopes, a comissão de frente trouxe 11 mulheres potentes que dramatizaram a vida da catadora que virou escritora. Com punhos cerrados e livros erguidos, o grupo transformou a avenida em um palco de reivindicação. O destaque ficou para a frase impactante: "Quem inventou a fome são os que comem", um soco no estômago que reforça a crítica social do enredo.
O Reencontro de Lucinha Nobre com o Borel
Quinze anos depois, Lucinha Nobre está de volta e, ao lado de Matheus Miranda, mostrou que a experiência é o seu maior trunfo. O casal não apenas dançou; eles interpretaram a obra de Carolina. Lucinha, emocionada, destacou que o figurino cheio de assinaturas de componentes simboliza que o pavilhão pertence a todos. Matheus, por sua vez, riscou o chão com uma elegância que promete notas máximas.
Samba no Pé e Voz no Peito
O samba-enredo da Tijuca confirmou sua força. Quando o coro entoava "Sou a liberdade, mãe do Canindé", a Sapucaí parecia vibrar em uma só frequência. Confira os destaques musicais:
- Condução Segura: Marquinho ArtSamba manteve a cadência perfeita, sem excessos, valorizando a melodia.
- Bateria Nota 10: Mestre Casagrande ajustou os detalhes solicitados e garantiu um entrosamento impecável com o carro de som.
- Voz Feminina: A introdução de Lissandra Oliveira trouxe a carga dramática necessária para abrir o desfile.
Evolução Estratégica
Diferente do primeiro ensaio, a Tijuca veio mais contida, focando na perfeição dos movimentos e no alinhamento das alas. A diretora Elisa Fernandes explicou que o objetivo era "fazer o dever de casa", ajustando a harmonia para que a emoção flua naturalmente no dia oficial. Com o barracão adiantado e a comunidade motivada, a escola encerrou o treino com a sensação de missão cumprida.
O Futuro do Samba
Um detalhe que encantou o público foi o terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. Duas crianças, com direito a chupeta amarrada no pavilhão, simbolizaram a renovação e a esperança da escola, mostrando que a tradição da Unidos da Tijuca está em boas mãos.
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