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Baianas da Mangueira: Orixás e Tambores guiam desfile que vai te arrepiar!

Baianas da Mangueira: Orixás e Tambores guiam desfile que vai te arrepiar!

Mangueira e a Força Ancestral: Baianas Homenageiam o Encontro dos Tambores no Carnaval!

No coração do Carnaval, a Mangueira mais uma vez emocionou a avenida, e sua tradicional ala das baianas foi um verdadeiro espetáculo de fé, ancestralidade e cultura afro-brasileira. Longe de ser apenas um desfile, foi uma celebração profunda, inspirada por um evento marcante do Norte do Brasil.

A Inspiração que Veio do Amapá: O Encontro dos Tambores

A grande musa para as baianas da Estação Primeira foi o tradicional Encontro dos Tambores, realizado no bairro do Laguinho, no Amapá. Este evento, que celebra a rica ancestralidade e a vibrante religiosidade afro-brasileira, serviu de bússola para a concepção da ala, que cruzou a Marquês de Sapucaí carregada de significado.

Vestidas em um deslumbrante branco com detalhes em dourado, as componentes não apenas exibiam uma fantasia, mas carregavam símbolos. Com oferendas delicadamente equilibradas na cabeça, elas expressavam gratidão aos orixás e aos tambores sagrados, elementos fundamentais nas manifestações de fé de matriz africana.

Uma Ponte entre Mães do Samba e Mães de Santo

A proposta da ala era tecer uma conexão poderosa entre as "mães do samba" – as baianas, guardiãs da tradição e do legado carnavalesco – e as "mães de santo" que anualmente participam do Encontro dos Tambores. Essa ponte simbólica ressaltou a indissociável ligação entre a tradição, a espiritualidade e a força da fé que pulsa no samba e no Carnaval.

  • Oferendas: Simbolizam bênção, devoção e um profundo agradecimento aos Orixás.
  • Cores (Branco e Dourado): Representam paz, prosperidade e riqueza, desejos de um ano abençoado e farto.

Vozes da Avenida: A Emoção das Baianas

Para as mulheres que dão vida à ala, o desfile é mais do que uma apresentação; é uma vivência. Gabriela Pinto, recepcionista e doceira de 51 anos, compartilhou a emoção: "A ala das baianas representa muito. Essa coisa dos tambores tem um significado enorme para nós. Hoje viemos agradecendo aos Orixás. É uma alegria muito grande fazer parte disso".

Elisângela Tomazelli, de 53 anos, detalhou o simbolismo: "A oferenda simboliza bênção e devoção. É como se você estivesse agradecendo aos Orixás enquanto está abençoando, dando uma glória a alguém. O branco e dourado representam a riqueza e a prosperidade".

Já a promotora Reginara Brandão, de 45 anos, destacou a identificação pessoal com o tema: "Representar o Encontro dos Tambores fala sobre minha identidade como mulher preta, sobre ancestralidade e a força da religião de matriz africana no samba. As oferendas são um agradecimento pelo ano e a entrega do nosso melhor. Mesmo sem praticar, tenho fé na matriz africana e acredito nos orixás e na nossa raiz ancestral".

Com essa profunda homenagem, a Mangueira não apenas encantou, mas também educou e celebrou a riqueza cultural e espiritual que é a essência do Carnaval brasileiro.

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