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Beija-Flor ARRASA na Sapucaí! Veja o desfile que pode dar o bicampeonato!

Beija-Flor ARRASA na Sapucaí! Veja o desfile que pode dar o bicampeonato!

Beija-Flor de Nilópolis Brilha na Sapucaí em Celebração ao Bembé do Mercado!

A Beija-Flor de Nilópolis, uma das escolas de samba mais emblemáticas do Carnaval carioca, transformou a Marquês de Sapucaí em um grandioso terreiro a céu aberto, protagonizando um desfile memorável em celebração ao Bembé do Mercado. Com uma exibição que mesclou o luxo plástico assinado pelo carnavalesco João Vitor Araújo à inegável força de seu chão, a agremiação de Nilópolis entregou uma performance que a credencia como forte candidata a um possível bicampeonato no Carnaval de 2026. A escola não apenas cantou, mas viveu seu enredo, conectando o público a uma rica tapeçaria de fé, ancestralidade e cultura afro-brasileira.

O desfile foi um verdadeiro espetáculo de sinergia, onde cada elemento convergiu para um objetivo comum: celebrar a tradição do Bembé do Mercado com autenticidade e grandiosidade. Desde a comissão de frente, que narrou uma história poética com giros intensos de axé, até a bateria pulsante que introduziu bossas de força ancestral, a Beija-Flor demonstrou por que é uma referência no universo do samba. As alegorias, verdadeiras obras de arte realistas, transportaram a Sapucaí para o Recôncavo Baiano, com detalhes que iam de balaios e ervas a texturas que convidavam à imersão. As fantasias, com acabamento impecável e uso farto de búzios e espelhos, reforçaram a identidade visual da escola.

A harmonia, descrita como um "rolo compressor", garantiu que o samba-enredo, que rapidamente caiu no gosto popular, fosse entoado a plenos pulmões por todos os componentes, do primeiro ao último setor. Os intérpretes Nino do Milênio e Jéssica Martin conduziram a obra com maestria, convidando a Sapucaí a participar do rito. A evolução da escola, fluida e "flutuante", característica marcante do chão de Nilópolis, assegurou que, mesmo diante de pequenos percalços técnicos no sistema de som, a coesão fosse mantida, sem buracos ou atropelos. Os componentes, visivelmente felizes e espontâneos, ocuparam a avenida com maestria, garantindo a densidade necessária para um desfile impecável.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha Sorriso, celebrou 30 anos de parceria com uma apresentação de gala, exibindo uma condução segura e uma sintonia que o tempo apenas aprimorou. Selminha flutuou com domínio absoluto do pavilhão, enquanto Claudinho apresentou uma dança nobre e contida, reflexo da maturidade do casal. A rainha de bateria, Lorena Raissa, personificou a energia do Bembé com um samba no pé irretocável, estabelecendo uma conexão vibrante com os ritmistas. A presença da Velha Guarda e de lideranças do Bembé original na última alegoria sublinhou o caráter de autorreparação e fé do desfile, reforçando a mensagem de que a Beija-Flor não apenas desfila, mas celebra e reverencia suas raízes. Mesmo com um incidente na concentração, onde a parte superior da última alegoria colidiu com o viaduto, o luxo e o bom gosto cromático mantiveram a escola em um patamar de excelência plástica, consolidando sua posição como uma força inabalável no Carnaval.

Comissão de Frente: Poesia em Movimento

Sob o comando de Saulo Finelon e Jorge Teixeira, a Comissão de Frente da Beija-Flor apostou em uma narrativa simples, mas profundamente poética. O grupo de bailarinos, vestidos em branco, executou uma dança sincronizada, com giros intensos de axé à frente de um tripé em formato de canoa. Apesar de um pequeno percalço técnico inicial no içamento da estrutura, rapidamente corrigido, a canoa se ergueu para revelar a imagem de Iemanjá emanando raios de energia sobre os pescadores, enquanto o fundo do barco se transformava na imponente face de João de Obá, que abria os olhos. O rito culminava com os bailarinos batendo cabeça para o primeiro casal, unindo o sagrado ao pavilhão da escola.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira: 30 Anos de Sintonia

O primeiro casal, Claudinho e Selminha Sorriso, entregou uma apresentação de gala, celebrando três décadas de parceria. Fantasiados como "Os Ventos da Justiça de João de Obá", trajando o vermelho sagrado de Xangô e Iansã, eles exibiram uma condução segura e uma sintonia que só o tempo pode aprimorar. Selminha flutuou pela avenida com giros tradicionais e domínio absoluto do pavilhão, enquanto Claudinho apresentou uma dança nobre e contida, característica da maturidade do casal. A execução foi impecável em todos os módulos de julgamento.

Alegorias e Fantasias: Um Banho de Realismo e Luxo

O conjunto visual, assinado por João Vitor Araújo, foi um dos grandes destaques da noite. As alegorias, ricas em detalhes e de fácil compreensão, transportaram o público para o universo do Bembé. A alegoria do mercado, em particular, foi uma verdadeira obra de arte realista, com balaios, ervas, frutas e texturas que remetiam ao Recôncavo Baiano. As fantasias exibiram acabamento impecável, com uso abundante de búzios, espelhos e estampas de africanidades. No último carro, as esculturas giratórias de Iemanjá e Oxum sob o beija-flor encantaram a todos, apesar de um incidente na concentração, onde a parte superior da alegoria colidiu com o viaduto. O luxo e o bom gosto cromático mantiveram a escola em um patamar de excelência plástica.

Harmonia e Samba-Enredo: O Canto que Contagia

A harmonia da Beija-Flor funcionou como um "rolo compressor". O samba-enredo, que rapidamente caiu no gosto popular, foi entoado a plenos pulmões por toda a escola, do início ao fim do desfile. Os intérpretes Nino do Milênio e Jéssica Martin conduziram a obra com excelente qualidade vocal, chamando a Sapucaí para o rito. A força do canto da comunidade foi um dos pilares da performance, garantindo que a mensagem do enredo fosse transmitida com paixão e intensidade.

A Potência da Bateria: Ritmo Ancestral

A bateria, sob o comando dos mestres Rodney e Plínio, apresentou-se cadenciada e potente. Introduzindo bossas de força ancestral com atabaques e agogôs, o ritmo dialogou diretamente com o enredo. O "toque para Iemanjá" elevou o rendimento do canto, criando uma atmosfera de transe e devoção que contagiou tanto a comunidade quanto as arquibancadas, reforçando a conexão espiritual do desfile.

Evolução Impecável: O Chão de Nilópolis

A escola exibiu uma evolução fluida e "flutuante", uma característica forte do chão de Nilópolis. Mesmo com problemas pontuais no sistema de som da Sapucaí em dois momentos, com picotes e uma aceleração, a Beija-Flor não perdeu a coesão. O andamento foi correto, e os componentes evoluíram com visível felicidade e espontaneidade, sem buracos ou atropelos, garantindo a densidade necessária e um ótimo aproveitamento do espaço da avenida.

Destaques que Marcaram a Passagem

  • A rainha de bateria, Lorena Raissa, personificou a energia do Bembé com um samba no pé irretocável, estabelecendo uma conexão vibrante com os ritmistas.
  • A passagem da Velha Guarda, guardiã da tradição, foi um momento de reverência e emoção.
  • A presença de lideranças do Bembé original na última alegoria reforçou o caráter de autorreparação e fé do desfile, dando ainda mais autenticidade à celebração.

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