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Beija-Flor: 'Isso aqui vai virar macumba'! O grito de fé que emocionou o Carnaval


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Beija-Flor: 'Isso aqui vai virar macumba'! O grito de fé que emocionou o Carnaval

Beija-Flor Transforma Sapucaí em Grito de Fé e Resistência!

A Beija-Flor de Nilópolis, com sua tradição de abordar temas afro-brasileiros, causou um verdadeiro impacto no Sambódromo ao entoar o verso "Isso aqui vai virar macumba". Longe de ser uma mera provocação, a frase se consolidou como um poderoso grito de afirmação e resistência, transformando a Sapucaí em um vibrante palco de fé e celebração da cultura de matriz africana. Foi um momento em que a avenida ecoou a energia ancestral do Largo do Mercado durante o Bembé, reforçando o orgulho da comunidade nilopolitana por suas raízes.

Um Enredo que Ecoa Tradição e Luta

A escola, conhecida por sua profunda valorização das religiões e da cultura afro-brasileira, trouxe à tona a importância da visibilidade para comunidades que ainda enfrentam a estigmatização de suas crenças. O desfile da Beija-Flor não foi apenas um espetáculo, mas uma aula de história e um convite à reflexão sobre a verdadeira essência do Brasil, intrinsecamente ligada às raízes negras e indígenas.

Vozes da Comunidade: O Impacto da Mensagem

  • Ana Beatriz, estudante de direito (20 anos): Desfilando na primeira ala, ela destacou a importância de ser "reconhecida e vista como uma mulher negra". Para Ana, o desfile resgata uma história colonizada, lembrando que "antes de aqui ser o Sambódromo, era o terreiro da Tia Ciata", transformando a avenida em um espaço de fé e resistência.

  • Júnior Felipe, passista (29 anos): Com 16 anos de Carnaval e torcedor apaixonado, ele enxergou o desfile como um ato contínuo de resistência religiosa. "O Carnaval é mais uma oportunidade da gente mostrar o quanto a religião pode ser importante na vida de um ser humano", afirmou, vendo a Sapucaí como um lugar de acolhimento contra a intolerância.

  • Luanna Barthollo, musa da escola: Emocionada, Luanna, que é "uma pessoa de axé", vestiu uma fantasia que representava as ervas de defumação. Para ela, estar ali é uma "forma amorosa de resistir, levando a nossa cultura de uma forma muito irreverente e alegre, mas forte, para as pessoas entenderem que nenhuma religião está acima da outra".

  • Alexinando Souza Lima, administrador (46 anos): Representando Santo Amaro, sua terra natal, Alexinando desfilou pela primeira vez no Rio. Na ala que homenageava o Maculelê, ele expressou a emoção de "mostrar para o mundo que o Bembé existe no Carnaval, que é um grande palco", celebrando a fé em escala gigante.

  • Andréia Oliveira, auxiliar administrativo (44 anos): Desfilando na ala das baianas, Andréia, que é cristã, trouxe uma perspectiva de inclusão. Para ela, "quando se diz que isso aqui vai virar macumba, para mim, que sou mulher preta e vim dessa ancestralidade, acredito que isso aqui vai virar uma festa, um acontecimento". Ela vê a "macumba" como algo "muito legal", sem preconceitos.

A Sapucaí como Terreiro de Axé

O verso principal do samba, "Isso aqui vai virar macumba", na voz dos entrevistados, transcende a provocação. Ele representa a voz de um povo que se levanta contra a intolerância religiosa, mostrando que o preconceito é uma tolice e ignorância. Levar o Bembé, o maior candomblé de rua, e a rica cultura da Bahia para a avenida é, para a Beija-Flor, uma honra e um ato de afirmação cultural sem precedentes.

O Significado por Trás do Grito

A Beija-Flor, com seu enredo e a força de sua comunidade, reafirmou seu papel como porta-voz de uma luta por respeito e visibilidade. O desfile se tornou um verdadeiro terreiro de resistência cultural e religiosa, onde a fé, a ancestralidade e a alegria do Carnaval se uniram para celebrar a diversidade e combater o preconceito. A avenida, outrora palco de desfiles, transformou-se em um espaço sagrado de manifestação de axé, provando que a cultura afro-brasileira tem um lugar de destaque e respeito no coração do Carnaval.

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