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Chatuba: Homenagem a Benedita da Silva estoura tempo! Perderá pontos no Carnaval?

Chatuba: Homenagem a Benedita da Silva estoura tempo! Perderá pontos no Carnaval?

Chatuba de Mesquita: Homenagem Vibrante a Benedita da Silva com Correria na Reta Final!

A Intendente Magalhães testemunhou um desfile emocionante da Chatuba de Mesquita no Carnaval 2024. A escola da Série Prata trouxe para a avenida uma poderosa homenagem à deputada Benedita da Silva, com um enredo que celebrou sua inspiradora trajetória. No entanto, apesar do brilho, a agremiação enfrentou desafios de tempo nos momentos decisivos da apresentação.

Análise e Resumo: A Jornada da Chatuba de Mesquita na Intendente

A Chatuba de Mesquita, sétima escola a desfilar no primeiro dia de apresentações da Série Prata, apresentou o enredo "Benedita do Povo", assinado pelo carnavalesco Thales. A proposta foi contar a rica história de uma das mulheres mais importantes da política brasileira, desde sua infância na favela do Chapéu Mangueira até os dias atuais. O desfile percorreu os cargos de vereadora, a primeira mulher negra eleita senadora, governadora de estado e ministra, além de destacar seu período como empregada doméstica e a luta incansável por direitos, como a histórica PEC das Domésticas. A escola conseguiu, de forma geral, apresentar essas etapas e evidenciar as conquistas significativas de Benedita para o Brasil e para o povo brasileiro.

Os pontos altos da apresentação foram muitos. A comissão de frente, coreografada por Luciana Xavier, foi um verdadeiro espetáculo, mesclando a infância humilde na favela com a cultura africana e a presença dos orixás, mostrando como essa base foi crucial para a formação da mulher política que Benedita se tornou. O painel final, que revelava a figura da deputada, arrancou aplausos efusivos do público. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Renato Madureira e Anna Beatriz, vestindo fantasias em tons de vermelho com um globo mundial de palha africana, demonstrou muita química e uma dança segura diante dos jurados, sem intercorrências. As fantasias, leves e confortáveis, retratavam diferentes momentos da vida de Benedita, com destaque para as alas que representavam a vereadora eleita, a Constituição (da qual ela participou), o período como senadora e a PEC das Domésticas. As alegorias, elegantes e sem problemas na travessia da avenida, tiveram como ponto alto o último carro, onde uma atriz interpretando a deputada encantou pela semelhança com a homenageada, que não esteve presente. O samba-enredo, bonito e de fácil compreensão, contribuiu positivamente para o conjunto do desfile, reforçando a homenagem. O intérprete Gabriel Chocolate passou segurança à frente do carro de som, que teve boa projeção sonora e excelente entrosamento com a bateria, comandada pelos mestres Luiz Guilherme e Hugo, que priorizou um ritmo seguro e tradicional, com ritmistas caracterizados como Benedita. A rainha de bateria Mulher Abacaxi também brilhou com seu samba no pé.

No entanto, a jornada da Chatuba de Mesquita não foi isenta de percalços. A evolução, que seguia em ritmo tranquilo e com componentes se divertindo, precisou ser acelerada no fim do percurso. Infelizmente, duas componentes da velha guarda precisaram ser carregadas por integrantes da escola na dispersão, um momento de correria que não impediu a agremiação de ultrapassar o tempo limite em um minuto e seis segundos. De acordo com as regras da Superliga, essa infração resulta na perda de 0,1 ponto para cada minuto excedido. Além disso, a harmonia foi um ponto de atenção, com muitos componentes não cantando o samba-enredo de forma consistente ao longo do desfile, apesar da performance segura do carro de som. Esses desafios na reta final podem ter impactado a avaliação geral da escola na busca por uma melhor colocação na Série Prata, apesar de uma homenagem tão rica e bem elaborada.

O Brilho da Homenagem: Detalhes que Encantaram

A Chatuba de Mesquita soube traduzir a vida de Benedita da Silva em momentos de pura emoção e beleza na avenida:

  • Comissão de Frente: Raízes e Luta – A coreografia de Luciana Xavier conectou a infância na favela com as raízes africanas e a trajetória política de Benedita, arrancando aplausos.
  • Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Sincronia e Elegância – Renato Madureira e Anna Beatriz, com fantasias simbólicas, demonstraram química e segurança em sua dança.
  • Enredo "Benedita do Povo": Uma Vida em Destaque – A narrativa de Thales explorou a vida de Benedita da Silva, desde a infância humilde até os cargos políticos e a luta por direitos, como a PEC das Domésticas.
  • Fantasias e Alegorias: O Brilho da Trajetória – Leves, confortáveis e elegantes, as fantasias retrataram as fases da vida de Benedita, e as alegorias, especialmente o último carro com a atriz sósia, foram um destaque visual.
  • Samba-Enredo e Bateria: O Coração da Escola – Um samba bonito e de fácil compreensão, que reforçou a homenagem. A bateria dos mestres Luiz Guilherme e Hugo manteve um ritmo seguro, e a rainha Mulher Abacaxi brilhou com seu samba no pé.

Os Desafios da Pista: Tempo e Harmonia em Xeque

Apesar dos pontos altos, a Chatuba de Mesquita enfrentou percalços que podem ter custado pontos preciosos. A evolução da escola, que seguia tranquila, teve que ser acelerada no final do percurso. A necessidade de carregar duas integrantes da velha guarda na dispersão e a ultrapassagem do tempo limite em 1 minuto e 6 segundos geraram uma penalidade de 0,1 ponto. Além disso, a harmonia foi comprometida pela falta de canto de muitos componentes, apesar da segurança do intérprete Gabriel Chocolate.

A Chatuba de Mesquita entregou uma homenagem digna e visualmente impactante a Benedita da Silva, mostrando a força de sua comunidade e a riqueza de sua história. Os desafios na reta final, embora impactantes, não ofuscaram completamente a beleza e a mensagem de seu desfile.

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