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Chega de Migalhas! Carnaval de Rua Quer Protagonismo e Dinheiro

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CONASAMBA 2026: Carnaval de Rua e Escolas de Samba Unem Forças pelo Futuro da Folia!

Pela primeira vez em sua história, o Congresso Nacional das Escolas de Samba (CONASAMBA) 2026 abriu suas portas para uma das mais vibrantes manifestações culturais do Brasil: os blocos de rua. Um encontro que promete redefinir o futuro da folia, a mesa "O Futuro do Carnaval de Rua no Brasil: Governança, Financiamento e Impacto Territorial" reuniu especialistas e líderes que defendem uma verdade inegável: blocos e escolas de samba são parte do mesmo universo e só têm a ganhar com a cooperação mútua. Prepare-se para um mergulho nas discussões que podem transformar o nosso Carnaval!

Um Encontro Histórico para a Cultura Carnavalesca

A sessão da CONASAMBA 2026 se tornou um palco para vozes de diversas regiões do país, todas com um objetivo comum: fortalecer o Carnaval de Rua. Entre os presentes, Carla Wendling, da Associação Carioca de Blocos e Bandas Folia Carioca, destacou a evolução dos blocos do Rio, que souberam integrar a tecnologia sem perder a tradição. De São Paulo, Bell Xavier, vice-presidente da UBCRESP, trouxe a perspectiva paulista. Elisa Santos, da Sambúrbio Produções, José Claudemir Martins, da União dos Blocos Carnavalescos de Porto Alegre, e Kitanji Nogueira, da Liga dos Cordões e Blocos Carnavalescos de Pelotas, completaram o time presencial, cada um com suas experiências e desafios regionais.

O debate foi enriquecido por contribuições em vídeo de Lucas Moraes, da Liga Belorizontina dos Blocos de Rua; Jairo Araújo, articulador dos blocos do Piauí; e Messias Júnior, coordenador do movimento THE CARNAVAL de Teresina. A mediação ficou a cargo de Renata Masf, diretora executiva da UBCRESP, garantindo um fluxo dinâmico e produtivo.

Os Desafios do Carnaval de Rua: Financiamento e Reconhecimento

A primeira grande pergunta da mesa foi direta: "Qual é o principal desafio para o fortalecimento do Carnaval de rua e como ele impacta os blocos, os fazedores de cultura e a população?". As respostas convergiram para um ponto crucial: a necessidade de um apoio público mais robusto e, acima de tudo, respeitoso.

  • União é Força: Kitanji Nogueira e José Claudemir Martins, ambos do Rio Grande do Sul, foram enfáticos: "Carnaval de concurso fortalece o carnaval de rua e vice-versa. Não pode existir dicotomia." Eles ressaltaram que muitos foliões das escolas de samba também buscam a diversão nos blocos, mostrando a interconexão das festas.
  • Financiamento Inadequado: José Claudemir criticou a dependência de orçamentos participativos que, muitas vezes, são insuficientes. "Não vamos pedir dinheiro para o governo, vamos pedir o retorno dos impostos que nós pagamos", provocou, defendendo que o poder público não sabe "fazer" Carnaval como os próprios realizadores. Elisa Santos corroborou, lamentando a dependência de editais e a chegada tardia de recursos, que para o Sambúrbio, por exemplo, só chegaram quinze dias após o Carnaval.
  • Falta de Respeito e Políticas de Estado: Elisa também apontou a "respeitabilidade do poder público" como uma barreira, com governos focados apenas em estatísticas. "Temos que nos fortalecer e nos unir porque juntos somos muito mais fortes", disparou. Jairo Araújo, do Piauí, resumiu a questão com uma frase marcante: "O primeiro desafio é a ausência de apoio público: isso tem que ser política de estado, não de gestor."

Traçando o Futuro: Propostas para a Valorização da Folia

A segunda rodada de discussões focou em "O que deve acontecer para que o cenário seja modificado e para que haja a valorização do Carnaval de rua em cada um dos territórios representados na mesa?". As reflexões trouxeram propostas concretas para um futuro mais promissor para os Blocos de Rua.

  • Reconhecimento e Respeito: Elisa Santos foi aplaudida ao defender que os blocos devem buscar reconhecimento e respeito, não uma posição de subserviência.
  • Diálogo Contínuo: José Claudemir Martins destacou que a movimentação para criar pontes de diálogo já é um ótimo começo, e que é preciso "continuar fazendo".
  • Financiamento Nacional e Amparo: Bell Xavier defendeu a criação de uma fonte de financiamento nacional para o Carnaval de rua, além de ampliar a participação dos "fazedores" de Carnaval na defesa da manifestação. "Se somos vitrines do mundo, temos que estar amparados", afirmou.
  • Crítica aos Editais: Kitanji Nogueira fez uma comparação incisiva: "Edital não é forma de colaborar com o carnaval: não vejo Copa do Mundo ou Jogos Olímpicos passando isso", criticando a falta de um modelo de financiamento mais estruturado e digno para a festa popular.

O consenso é claro: a união, a articulação entre os diferentes atores e a exigência de políticas públicas consistentes são cruciais para pavimentar um futuro de reconhecimento e sustentabilidade para o Carnaval de Rua, essa festa que pulsa em cada canto do Brasil.

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