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Grande Rio: Baianas viram lavadeiras e mostram a força da mulher no Carnaval!

Grande Rio: Baianas viram lavadeiras e mostram a força da mulher no Carnaval!

Grande Rio: As Baianas que Transformaram a Sapucaí em Rio de Resistência!

O Carnaval 2024 da Acadêmicos do Grande Rio foi um espetáculo de cores, sons e, acima de tudo, de profunda representatividade. A Ala das Baianas da agremiação de Caxias não apenas desfilou, mas encenou uma poderosa homenagem às "lavadeiras do Beberibe", transportando a essência de Peixinhos para a Marquês de Sapucaí e transformando a avenida em uma extensão simbólica das margens do rio.

Um Grito de Resistência nas Águas do Beberibe

Com o enredo "A Nação do Mangue", a Grande Rio mergulhou nas raízes e na força das comunidades ribeirinhas. As Baianas, vestidas com fantasias que evocavam o cotidiano dessas mulheres – trouxas de roupa, bacias, redes de pescador, folhas e flor de bananeira –, deram corpo e voz às matriarcas que, com sua garra e sabedoria, sustentam comunidades inteiras à beira d'água. Elas entoaram o samba-enredo como quem canta à beira do rio, misturando devoção, memória e uma inegável resistência cultural.

Mais que Fantasia: A Força da Mulher no Samba

A conexão entre as lavadeiras e as Baianas vai muito além da indumentária. É uma fusão de identidades, de histórias de vida e de luta. Elizabeth Avellar, de 66 anos, uma das componentes, destacou a profunda semelhança: "Vejo muita semelhança, ambas são guerreiras e conseguem ludibriar o dia a dia". Ela complementou, ressaltando a importância da transmissão de conhecimento: "A sabedoria e o conhecimento que podemos passar para as novas gerações são enormes".

Rosaria Linhares, manicure de 67 anos e Baiana há 17, ecoou esse sentimento, enfatizando a versatilidade e a experiência feminina. "Baiana sempre tem seu jeito de lavar uma roupinha, criar os filhos, cuidar da casa, somos um pouquinho de tudo. A nossa experiência é grande, tenho 17 anos como Baiana e aprendi com muitas outras que vieram antes de mim e tem muitos anos de casa", compartilhou, revelando a riqueza do legado que se perpetua a cada desfile.

Legado e Acolhimento: O Samba como Refúgio

A Ala das Baianas é, para muitas, um espaço de acolhimento e escape. Fabiana de Paula, diarista de 44 anos, expressou como o samba se torna um refúgio em meio aos desafios da vida. "Esse é um lugar onde muitas usam como escape em meio aos problemas que têm em suas casas, mas não deixam o seu lado mulher de lado, mesmo com a correria, assim como em toda profissão. Eu sempre procuro me cercar das mais experientes, pois elas têm muita sabedoria para passar para a gente", concluiu. A emoção de relembrar suas trajetórias e a união entre as gerações foram palpáveis, mostrando que a Ala das Baianas da Grande Rio é um símbolo vivo de resistência, memória afetiva e um legado feminino que se renova a cada Carnaval, celebrando a força e a resiliência da mulher brasileira.

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