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Imperatriz Leopoldinense ARRASA na Sapucaí com Ney Matogrosso no Carnaval!

Imperatriz Leopoldinense ARRASA na Sapucaí com Ney Matogrosso no Carnaval!

Imperatriz Leopoldinense Brilha na Sapucaí com Homenagem Camaleônica a Ney Matogrosso!

A Imperatriz Leopoldinense confirmou sua força e entregou mais um desfile de altíssima qualidade no Grupo Especial, com um enredo "Camaleônico" que mergulhou fundo na persona artística de Ney Matogrosso. A escola de Ramos apresentou um espetáculo vibrante, repleto de referências visuais e musicais do ícone, consolidando-se como uma forte candidata ao título do Carnaval.

O Enredo: A Essência de Ney em Movimento

O carnavalesco Leandro Vieira, conhecido por sua genialidade, trouxe para a Sapucaí uma leitura do universo de Ney Matogrosso que focou em suas múltiplas identidades estéticas e obras, comparando-o a um verdadeiro camaleão da arte. O desfile não se prendeu à biografia, mas sim às transgressões, à musicalidade e à construção de uma persona pública que desafiava convenções. A narrativa foi didática, conduzindo o público por setores que exploraram desde o hibridismo animalesco inicial até a latinidade, os sucessos musicais e a sensualidade intrínseca ao artista.

Destaques que Fizeram a Diferença

* Samba-Enredo Potente: A obra, uma fusão de duas composições, cresceu exponencialmente e explodiu na Sapucaí. Sob o comando magistral de Mestre Lolo na bateria e a voz arrepiante de Pitty de Menezes, o samba contagiou a todos. A comunidade cantou em peso, e o refrão "Se joga na festa" virou um hino na avenida, demonstrando a confiança do carro de som ao deixar trechos para o canto espontâneo da galera. * Comissão de Frente "CAMALEÔNICO – O MUSICAL": Coreografada por Patrick Carvalho, a comissão foi um espetáculo performático que celebrou a figura de Ney Matogrosso. Com ilusionismo e uma dramaturgia dançante, os bailarinos se transformavam, representando a metamorfose do artista. Apesar de um pequeno desequilíbrio em um momento crucial, a apresentação foi impactante. * Mestre-Sala e Porta-Bandeira Impecáveis: Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, representando uma criatura fantástica, apresentaram uma coreografia madura e segura. Com giros precisos e muita energia, mantiveram o pavilhão desfraldado e riscaram o chão com perfeição, sem qualquer deslize perceptível. * Fantasias e Alegorias: O conjunto visual foi um show à parte. As fantasias, fiéis à estética de Ney, eram leves, sensuais e com acabamento primoroso. As alegorias, mais altas do que o usual para Leandro Vieira, exibiram qualidade plástica e riqueza de detalhes, desde o abre-alas "Camaleônico" até o "Jardim das Delícias Terrenas", passando por referências à ditadura, à latinidade e ao folclore.

Pequenos Deslizes em um Desfile Grandioso

Apesar da excelência geral, a Imperatriz teve alguns pontos que podem ser observados pelos jurados. Na evolução, um leve atraso na entrada da terceira alegoria, "Sangue Latino", e uma pequena demora do tripé "Secos e Molhados" em frente a um módulo de julgamento, geraram pequenos buracos. Esses, no entanto, foram quase imperceptíveis em um desfile tão coeso e envolvente.

A Força da Bateria e da Rainha

A "Swing da Leopoldina", de Mestre Lolo, com 250 ritmistas, deu um espetáculo de musicalidade e sincronia, com coreografias que interagiam com a Rainha de Bateria Iza, que encarnou uma serpente em homenagem ao LP "Pecado" de Ney. A bateria foi um dos pilares da harmonia, com bossas que misturavam pagode e MPB, elevando ainda mais o samba. A Imperatriz Leopoldinense, com sua homenagem rica e envolvente a Ney Matogrosso, não apenas emocionou a Sapucaí, mas também reafirmou seu lugar entre as grandes favoritas ao título, mostrando que a tradição e a inovação podem, sim, caminhar juntas. #ImperatrizLeopoldinense #Carnaval2025 #NeyMatogrosso #GrupoEspecial #SambaNaSapucaí

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