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Luma de Oliveira: Viradouro recria cena polêmica e celebra a diversidade!

Luma de Oliveira: Viradouro recria cena polêmica e celebra a diversidade!

Viradouro e Mestre Ciça: A Emoção da História e o Brilho da Diversidade no Carnaval!

A Unidos do Viradouro, escola de samba de Niterói, protagonizou um dos momentos mais emocionantes e simbólicos do Carnaval, ao reviver uma cena que marcou época: a bateria "Furacão Vermelho e Branco" se ajoelhando aos pés da icônica rainha Luma de Oliveira. Este feito, originalmente de 2001, com o enredo "Sete Pecados Capitais" sob a batuta do Mestre Ciça, foi recriado com maestria, mas com um olhar renovado para a inclusão e a representatividade.

A iniciativa da escola de samba em revisitar este episódio não foi apenas uma homenagem, mas uma profunda reflexão sobre a evolução dos padrões de beleza e a importância da diversidade na maior festa popular do Brasil. A performance, que resgatou a memória afetiva de muitos amantes do samba, mostrou como o Carnaval pode ser um palco para celebrar o passado enquanto abraça um futuro mais inclusivo e vibrante.

O Legado de um Momento Inesquecível

Em 2001, a imagem da bateria da Viradouro se curvando diante de Luma de Oliveira tornou-se um marco, simbolizando a devoção e a forte conexão entre o mestre e sua rainha. Luma, com seu carisma e presença magnética, protagonizou diversos momentos icônicos ao lado de Mestre Ciça, consolidando uma parceria que entrou para a história da folia carioca. A recriação desse ato no desfile recente não foi apenas uma viagem no tempo, mas uma oportunidade de reinterpretar um legado com os valores contemporâneos.

O desfile resgatou diversos momentos marcantes da vida do Mestre Ciça, e o feito de 2001 foi recriado por uma ala coreografada, vestida com fantasias inspiradas nos looks icônicos da musa. Essa releitura permitiu que uma nova geração de sambistas e espectadores pudesse vivenciar a grandiosidade daquele instante, agora com camadas adicionais de significado.

A Homenagem Repaginada: Glamour e Significado

A ala coreografada responsável por trazer essa cena de volta à avenida brilhou com fantasias que remetiam diretamente aos looks memoráveis de Luma. Cabelos longos padronizados, costeiros vermelhos vibrantes e biquínis adornados com muito ouro recriaram a estética que a musa eternizou. Um detalhe que não passou despercebido foi a icônica coleira, agora com o nome de Ciça, em uma clara alusão à famosa joia que Luma usou com o nome de seu então marido, adicionando uma camada de afeto e reverência ao mestre.

Para as mulheres que compuseram a ala, a experiência foi a realização de um sonho. "É a realização de um sonho, porque querendo ou não, a gente não vem como destaque de Musa, mas só mais uma ala de Musa. E a Luma de Oliveira é um grande nome, uma grande representação de rainha", compartilhou Mariana Vidal, uma das integrantes. Esse sentimento de protagonismo e de se verem representadas como musas, mesmo que em um contexto coletivo, ressaltou o poder simbólico da homenagem e a capacidade do Carnaval de inspirar e empoderar.

Diversidade em Destaque: Um Novo Olhar para a Beleza

Mais do que uma simples recriação, a Viradouro utilizou este momento para promover uma profunda ressignificação. Enquanto nos anos 90 Luma de Oliveira era o epítome de um padrão de beleza específico: modelo, magra, de pele branca e cabelos longos e ondulados, a Viradouro de hoje abraçou a diversidade, transformando a ala em um espelho da comunidade niteroiense. Mulheres de todos os corpos, cores e idades desfilaram com orgulho, demonstrando que a beleza e o protagonismo no Carnaval são plurais e inclusivos.

Maria Claudia, que desfila na agremiação desde 1992 e retornou com sorte no campeonato de 2024, expressou a emoção de se sentir grandiosa e protagonista: "A ala Pecado Capital homenageia a Luma de Oliveira, uma mulher que foi modelo, uma mulher de pele branca, mas a Viradouro entrou no contexto da diversidade, de não ter só mulheres brancas. Tem mulheres de todos os corpos, mulheres de todas as cores, de todas as idades, isso que faz nossa ala ficar grandiosa". Essa abordagem reforça o compromisso da escola com um Carnaval mais representativo e acessível a todos, celebrando a riqueza da comunidade.

Mestre Ciça: O Maestro do Afeto e da Comunidade

A performance também serviu para evidenciar a relação afetuosa e respeitosa de Mestre Ciça com as mulheres que estiveram à frente de sua bateria ao longo dos anos, como Luma de Oliveira, Juliana Paes e Erika Januza. Essas figuras se tornaram símbolos do carinho que o mestre nutre não apenas por suas rainhas, mas por toda a comunidade da Viradouro.

Priscila Ribeiro, que desfila na Viradouro desde os nove anos de idade e já ocupou diferentes postos na escola, testemunhou de perto essa conexão. "Ele tem uma relação muito boa não só com as rainhas, mas com todos nós da escola. [...] Ele é uma pessoa muito simpática, ele zoa, ele brinca", relatou Priscila, destacando a personalidade acolhedora do mestre. A recriação do momento histórico, portanto, transcendeu o espetáculo visual, tornando-se uma celebração da história, da diversidade e do espírito comunitário que pulsa na Viradouro. É um lembrete poderoso de que o Carnaval, em sua essência, é feito de memórias, paixão e a constante capacidade de se reinventar, mantendo suas raízes enquanto abraça o futuro com inclusão e brilho. A escola, com essa performance, não apenas homenageou seu passado, mas também reforçou seu compromisso com um futuro mais representativo e vibrante para a folia, mostrando que o samba é para todos.

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