Mangueira: Velha Guarda mostra que ser da comunidade vai além do Carnaval!
Mangueira e a Velha Guarda: Um Legado de Sabedoria e Homenagem a Mestre Sacacá!
Neste domingo, a Estação Primeira de Mangueira, uma das mais icônicas escolas de samba do Rio de Janeiro, realizou uma emocionante homenagem ao curandeiro e líder comunitário do Amapá, Mestre Sacacá. O tributo ganhou um toque especial com a presença do Xamã Babalaô, que, ao lado da lendária Velha Guarda da agremiação, encerrou um ciclo espiritual iniciado no desfile. Uma celebração que conecta saberes ancestrais e a vibrante cultura popular do samba!
A Conexão Espiritual: Mestre Sacacá e a Velha Guarda
A homenagem não foi por acaso. Há uma profunda sintonia entre o legado de Mestre Sacacá, guardião de uma medicina alternativa e conhecimentos ancestrais, e a Velha Guarda da Mangueira, que preserva com garra a cultura popular e as raízes mais autênticas do samba. Ambos representam a transmissão de vivências, saberes e tradições que moldaram comunidades e identidades ao longo do tempo, mostrando que o passado e o presente caminham juntos na construção do futuro.
A Essência da Velha Guarda: Vozes que Inspiram
A Velha Guarda da Mangueira é muito mais do que uma ala; é um pilar fundamental da escola, um espaço onde o amor pela agremiação e o desejo de contribuir permanecem vivos, mesmo para aqueles que já não têm as mesmas condições físicas para o trabalho pesado. É a memória viva do samba, a voz da experiência e a guardiã de um legado imaterial. Conheça alguns de seus membros:
- Luquinha da Mangueira, 63 anos, filho do fundador e atual presidente da ala, desfila há impressionantes 51 anos. Ele resume o sentimento: "Ser Mangueira é diferente, é a maior escola de samba do planeta. Eu nasci e me criei dentro da Mangueira, e tudo que eu tenho hoje eu devo à escola, aos projetos sociais, à Tia Neuma e Tia Zica."
- Maria Emília Fernandes, 77 anos, desfila há 12 anos e se considera a "mais recente" na ala. Para ela, a Velha Guarda é "o passado e o presente. A gente tem que passar nossa mensagem pros jovens de modos, elegância e educação," perpetuando a essência mangueirense.
- O eletricista aposentado Celso Luiz, 75 anos, com 57 anos de dedicação à Mangueira, revela que o maior aprendizado na escola foi o amor. Esse sentimento o inspirou a criar o projeto social "Papo de Roda," um espaço seguro para dialogar com jovens da periferia, buscando resgatá-los e guiá-los para "o lado certo da coisa."
Mangueira Além da Avenida: Amor e Transformação Social
A Estação Primeira de Mangueira, através de sua Velha Guarda e de seus integrantes, demonstra que o samba vai muito além do espetáculo na Avenida. É um movimento de amor, união e transformação social. Como bem destacou Celso Luiz, "Ser Mangueira não é só vir na Avenida, vestir uma fantasia e defender a bandeira. Ser Mangueira é se preocupar até com as ações sociais da comunidade, onde a gente consegue resgatar alguns jovens que estão no fio da navalha para vir para o lado certo da coisa."
A homenagem a Mestre Sacacá reforça essa visão, celebrando a sabedoria ancestral e o papel vital que a escola e sua Velha Guarda desempenham na preservação cultural e no desenvolvimento comunitário. É um testemunho de que o legado do samba é um elo poderoso, passado de geração em geração, com a garra e a paixão que só a Mangueira sabe expressar, construindo um futuro mais justo e vibrante.
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