Paredão do Funk na Sapucaí? Unidos da Ponte surpreende e celebra a periferia!
Unidos da Ponte e o Poder do Paredão: Cultura Periférica Grita na Sapucaí!
Prepare-se para uma viagem sonora e cultural que fez a Avenida tremer! A Unidos da Ponte apresentou sua Ala 17, "O Paredão Periférico", transformando um ícone dos bailes black e do funk carioca em um verdadeiro manifesto de memória e resistência. Longe de ser apenas um equipamento de som, o paredão se ergueu como um guardião vibrante da identidade e tradição das periferias do Rio de Janeiro, provando que a batida também carrega história.
O Paredão: Mais que Som, um Símbolo Ancestral
A criatividade da Unidos da Ponte ressignificou o paredão de som, associando a estética robusta das caixas a formas que remetem a totens ancestrais africanos. Essa fusão visual sugere que cada grave que ecoa na Sapucaí está conectado a uma linhagem rítmica milenar. Raios estilizados representam a energia eletrizante que atravessa o corpo dos foliões, enquanto olhos e grafismos evocam o universo visual dos bailes nas periferias – territórios onde a música é sinônimo de pertencimento, ocupação simbólica e afirmação cultural.
Vozes da Periferia: Emoção e Conexão na Avenida
A Ala 17 não foi apenas um espetáculo visual; foi uma experiência profundamente pessoal para quem desfilou. Sérgio Teixeira, um veterano de 59 anos em sua terceira vez na escola, viu no "Paredão Periférico" um reencontro com sua própria juventude. "É incrível ver que o antigo se mistura com o atual. O baile da antiga ainda está presente no baile funk, seja na música ou na estética. Hoje é dia de sambar e dançar funk, a mistura mais incrível do Rio de Janeiro", celebrou.
A internacionalização dessa cultura também se fez presente. Cecília Raimundo, argentina de 61 anos e há três desfilando na Unidos da Ponte, descreveu a experiência como um aprendizado cultural que "se sente no sangue". Ela destacou a intensidade com que os brasileiros vivem a música e o ritmo, transmitindo um "amor pelas tradições brasileiras" que a encanta.
Daniel Carvalho, hidrotécnico de 40 anos, ressaltou o caráter afetivo da ala, conectando o enredo à sua própria trajetória nas periferias cariocas. "Está sendo muito importante vivenciar esse desfile que retrata a minha juventude. Eu sou de Madureira e escutei muito funk, ainda escuto de vez em quando. O samba e o funk juntos têm tudo a ver, é o ritmo carioca, enraizado na periferia e que retrata o subúrbio do Rio", afirmou.
Funk e Samba: A Tradição que se Reinventa
Na Avenida, o som do paredão não foi apenas ouvido, foi sentido. A vibração ocupou o corpo, conduziu o passo e organizou a dança, transformando a Sapucaí em um território periférico legitimado. Ao associar a tecnologia sonora contemporânea à ancestralidade africana, a Unidos da Ponte reafirmou que o funk não é uma ruptura, mas uma continuidade. Ele é herdeiro direto de uma linhagem rítmica que sempre usou o tambor, ou a caixa de som, como instrumento de afirmação. Quando o grave ecoa na Sapucaí, não é apenas festa. É a memória amplificada de um povo. E no Rio, quando o paredão liga, a história também dança.
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