Regras do Carnaval 2026: Grupo Especial do Rio tem novas exigências
Regulamento do Carnaval 2026: O que as Escolas de Samba do Grupo Especial precisam saber!
O Carnaval 2026 promete ser ainda mais rigoroso para as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. A Liesa divulgou o Artigo 26 do Regulamento dos Desfiles, trazendo uma série de obrigações que vão desde a composição mínima de alas até penalidades que podem afetar diretamente a pontuação e o bolso das agremiações.
Quantitativos Obrigatórios e Regras Tradicionais
Para garantir a grandiosidade do espetáculo, cada escola deverá apresentar:
- Mínimo de 200 ritmistas, todos agrupados na bateria.
- Mínimo de 60 baianas, também obrigatoriamente agrupadas.
O regulamento reforça a proibição da presença de homens na Ala das Baianas, com exceção apenas para diretores que não estejam trajando a fantasia da ala. Outras regras mantidas incluem:
- Proibição do uso de animais vivos, de qualquer espécie, inclusive para tração de carros alegóricos.
- Veto à apresentação de componentes com genitália à mostra, seja decorada ou pintada.
- Restrição da bateria aos instrumentos tradicionais do samba, proibindo instrumentos de sopro ou efeitos sonoros similares, com exceção apenas dos apitos utilizados pelos diretores de bateria.
Alegorias, Tripés e Limites Técnicos
Em 2026, as escolas do Grupo Especial deverão desfilar com:
- Mínimo de quatro e máximo de seis alegorias.
- É permitida a acoplagem de carros apenas em uma alegoria. Caso haja falha que provoque a separação e faça a escola ultrapassar o limite máximo, haverá penalização.
Além disso, cada agremiação poderá apresentar, de forma facultativa, até três elementos cenográficos (tripés), motorizados ou empurrados, com no máximo dois componentes sobre cada um, sem contar os elementos usados na comissão de frente.
Comissão de Frente e Camisetas no Desfile
A Comissão de Frente deverá ter entre 10 e 15 componentes, todos visíveis durante as apresentações em frente aos módulos de julgadores. Já em relação ao uso de camisetas, o regulamento impõe limites claros:
- Até 30 componentes, à frente do desfile, com camisetas da escola ou trajes da diretoria.
- Até 100 componentes, apenas na parte final do desfile, com camisetas de apoio, amigos da escola ou similares.
O descumprimento dessa regra pode resultar em uma multa de R$ 250 mil.
Proibição de Merchandising e Uso de Microfones
Um dos pontos mais sensíveis do regulamento segue sendo a proibição total de merchandising, implícito ou explícito, em enredos, alegorias, fantasias, alas, destaques ou no samba-enredo. As únicas exceções são:
- Marcas nas vestimentas dos empurradores de alegorias.
- Prospectos com letras do samba.
- Marcas dos fabricantes nos instrumentos da bateria.
Também está rigorosamente proibido o uso de microfones para citações promocionais de patrocinadores ou falas com teor depreciativo ou que comprometam a seriedade do espetáculo durante o desfile.
Penalizações Podem Pesar no Resultado
O regulamento prevê penalizações severas em caso de descumprimento. Infrações como número insuficiente de ritmistas, baianas, irregularidades na comissão de frente ou uso indevido de instrumentos podem gerar perda de 0,5 ponto por item infringido. No caso das alegorias e tripés, as punições variam conforme a irregularidade, também com descontos de 0,5 ponto. Já o descumprimento das regras de merchandising pode resultar em perda de até 2,0 pontos, uma punição considerada gravíssima no sistema de julgamento. O uso indevido de microfones pode acarretar desconto de 1,0 ponto, enquanto o excesso de camisetas resulta diretamente em penalidade financeira.
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