Samba da Beija-Flor 2026 já é hit e anima público no Baródromo
Beija-Flor incendeia o Baródromo com ensaio aberto e samba de 2026 que já conquistou o público
A azul e branca de Nilópolis transformou o tradicional reduto carnavalesco em uma festa a céu aberto, mostrando a força do samba-enredo que promete embalar o próximo desfile.
O Baródromo em festa: um ensaio a céu aberto
O último domingo foi de pura celebração para a Beija-Flor. A quadra do Baródromo, no Maracanã, e toda a rua ao redor se tornaram um palco vibrante para um ensaio aberto que atraiu uma multidão apaixonada. O espaço ficou pequeno diante da energia contagiante da comunidade nilopolitana, ansiosa para cantar e dançar ao som da agremiação.
A força da azul e branca em campo
Com a presença marcante de seus intérpretes oficiais, Nino e Jéssica, a bateria "Soberana" sob o comando do mestre Rodney, e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Selminha Sorriso e Claudinho, a Beija-Flor entregou um espetáculo memorável. O samba-enredo de 2026 foi entoado em coro do início ao fim, provando que a obra já transcendeu os limites da quadra e das plataformas digitais, conquistando as ruas.
Confiança e potencial no samba-enredo
Mestre Rodney destacou a confiança depositada no samba desde o início do processo. "A gente sempre soube do potencial do samba", afirmou, ressaltando a safra de composições e a felicidade na junção perfeita que resultou em um grande samba. A expectativa é de brigar pelo título no próximo carnaval.
Ancestralidade e cultura brasileira como carro-chefe
Para a intérprete Jéssica, a recepção calorosa do público se deve à força do enredo, que aborda a ancestralidade e a cultura brasileira. "Estou muito feliz. Sabemos que o enredo do Bembé é um enredo muito bom", declarou, celebrando a oportunidade de levar essa temática da Bahia para o Rio de Janeiro.
Sintonia e peso do samba no trabalho da escola
O intérprete Nino reforçou a sintonia com Jéssica e a importância do samba no trabalho da escola. "Graças a Deus, em 2026 eu e ela estamos bem protegidos com esse sambão que todo mundo já abraçou", disse, evidenciando a qualidade da obra.
Emoção e gratidão de um dos autores
Claudinho, um dos autores do samba e primeiro mestre-sala da Beija-Flor, expressou sua emoção ao ver a reação do público. "Para a gente é gratidão", declarou, ressaltando que o samba-enredo representa 50% do carnaval e que a escola acertou em cheio na escolha. Ele celebrou o alcance de mais de um milhão de visualizações no streaming e a paixão com que o samba tem sido abraçado.
Reflexão sobre o enredo e a representatividade
Selminha Sorriso, um dos maiores símbolos da escola, fez uma reflexão profunda sobre o enredo e sua conexão com o público. Ela destacou a importância de sambas que falam da "nossa gente, da nossa história", exaltando a resistência do povo brasileiro. A porta-bandeira também ressaltou o caráter histórico do samba e a oportunidade de apresentar o Bembé do Mercado, uma forma carinhosa de chamar o candomblé, ao mundo, promovendo o respeito às religiões de matriz africana.
Bateria "Soberana" em busca da excelência
A bateria "Soberana" deu um verdadeiro show, levantando a galera. Mestre Rodney avaliou o desempenho da bateria como "uma crescente muito boa", destacando a unidade e o trabalho em busca de ajustes finos para alcançar a excelência no julgamento. Ele demonstrou confiança na busca pelo bicampeonato, afirmando que a pressão é algo com que os brasileiros estão acostumados.
União e busca pelo bicampeonato
Jéssica reforçou o clima de união e o trabalho árduo em busca do bicampeonato. Nino celebrou o alcance nacional do samba e a gratidão à comunidade e à diretoria. Claudinho, ao lado de Selminha, destacou os 30 anos de parceria e as inovações preparadas para o desfile, visando a pontuação máxima no julgamento em 360 graus.
A força feminina no microfone principal
Jéssica emocionou-se ao falar sobre ser a única mulher entre os intérpretes oficiais das escolas de samba. Ela ressaltou o orgulho e a gratidão por ocupar esse espaço histórico e o desejo de abrir caminhos para outras mulheres na posição de intérpretes oficiais. Seu objetivo é criar um nome junto à Beija-Flor e permanecer na escola por muitos anos.
Paixão que atravessa gerações
O evento também foi palco de histórias que traduzem a paixão pela Beija-Flor. Raquel Antunes, torcedora da Viradouro, levou sua sogra, Maria das Neves, fanática pela escola de Nilópolis, para vivenciar um dia especial. Maria das Neves expressou seu amor pela agremiação e o sonho de conhecer a quadra da escola, demonstrando a força do legado da Beija-Flor.
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