Sambódromo caindo aos pedaços? Gabriel David (Liesa) culpa a Prefeitura do Rio!
Marquês de Sapucaí em Xeque: Liesa cobra melhorias e aponta responsabilidades para o Carnaval 2026
O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, utilizou suas redes sociais para se manifestar sobre as crescentes e pertinentes reclamações do público a respeito da precariedade da infraestrutura da Marquês de Sapucaí. Com o Carnaval 2026 no horizonte, o dirigente fez questão de esclarecer que a responsabilidade pelas obras e manutenção do Sambódromo recai sobre a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Riotur, não sobre a Liesa. O recado é claro: o maior espetáculo da Terra precisa de um palco à altura!
Em um tom de esclarecimento, David destacou que as queixas não são novas e que a necessidade de intervenções estruturais é um tema que ele próprio tem abordado há anos. A Passarela do Samba, palco de um dos maiores eventos culturais do mundo, tem enfrentado problemas que comprometem a experiência de frequentadores, trabalhadores e até mesmo dos artistas e componentes das escolas de samba, gerando um debate importante sobre o futuro do principal equipamento do Carnaval carioca.
O Calcanhar de Aquiles da Sapucaí: Quais são os problemas?
Entre as queixas mais comuns dos frequentadores, e que foram citadas pelo próprio Gabriel David, destacam-se pontos críticos que afetam diretamente a comodidade e a segurança no Sambódromo:
- Banheiros em estado crítico: A precariedade das instalações sanitárias é uma reclamação constante, com portas quebradas, falta de higiene e condições inadequadas que geram desconforto para o público.
- Acessibilidade deficiente: Falhas graves na acessibilidade em todas as arquibancadas impedem que pessoas com mobilidade reduzida desfrutem plenamente do espetáculo, limitando a inclusão no evento.
- Impacto em trabalhadores e artistas: Os problemas não se restringem apenas ao público. A infraestrutura defasada afeta também quem trabalha e se apresenta, especialmente nas áreas de concentração e dispersão, onde a falta de condições adequadas gera transtornos operacionais para as agremiações.
Gabriel David ressaltou que, embora a prefeitura tenha realizado algumas intervenções nos últimos ciclos carnavalescos, o nível de excelência e a grandiosidade que o Carnaval do Rio de Janeiro alcançou atualmente exigem uma "mudança ainda mais radical" no equipamento principal. Essa transformação é vista como crucial para que o espetáculo continue a ser um dos maiores do mundo, oferecendo condições adequadas para todos os envolvidos.
Liesa: Sem verba para grandes obras na Passarela do Samba
Um ponto crucial levantado por Gabriel David é a questão financeira. Ele foi categórico ao explicar que a Liesa não possui recursos próprios para custear obras de grande porte na Marquês de Sapucaí. Utilizar a verba da Liga para esse fim, segundo o presidente, prejudicaria diretamente as agremiações, que dependem desses recursos para a realização de seus desfiles.
- Impacto direto nas escolas: O dinheiro que seria destinado à compra de materiais para alegorias e fantasias, ao pagamento de funcionários, trabalhadores e artistas que constroem o Carnaval, seria desviado, impactando a qualidade e a grandiosidade dos desfiles.
- Repasses ainda insuficientes: David ressaltou ainda que, apesar do aumento nos repasses recentes, a verba atual ainda não cobre o valor total gasto pelas escolas em seus desfiles, evidenciando a fragilidade financeira do setor e a inviabilidade de a Liesa arcar com custos de infraestrutura.
A responsabilidade pela infraestrutura da Marquês de Sapucaí é, portanto, um encargo do poder público municipal, que deve garantir as condições ideais para o evento, permitindo que a Liesa foque em sua missão de organizar e promover o espetáculo das escolas de samba.
O Futuro da Marquês de Sapucaí: Diálogo e Ação Urgente
Apesar das críticas contundentes sobre a infraestrutura, o presidente da Liesa avaliou de forma positiva a evolução de outros aspectos do Carnaval nos últimos anos, como a organização e a valorização cultural. Contudo, garantiu que os problemas estruturais listados pelos departamentos de operações e produção da Liesa serão novamente apresentados à Prefeitura e à Riotur, reforçando a necessidade de ações concretas e urgentes.
A expectativa é que o diálogo com as autoridades municipais resulte em um plano de revitalização abrangente para a Sapucaí, assegurando que o Carnaval 2026 e os próximos anos tenham a infraestrutura que o maior espetáculo a céu aberto do mundo merece. Gabriel David encerrou sua comunicação prometendo retornar em breve para discutir mais detalhes sobre o balanço do último Carnaval e os próximos passos, mantendo a comunidade carnavalesca informada sobre o desenrolar dessa importante pauta.
#Carnaval2026 #MarquesDeSapucai #InfraestruturaRJ #Liesa #GabrielDavid #PrefeituraDoRio #Sambodromo