Siri de Ramos: Desfile lindo, mas erros e tempo podem levar ao rebaixamento?
Siri de Ramos: Um Show de Fé e Gingado com Desafios na Apuração!
A Siri de Ramos, quarta a cruzar a Intendente Magalhães no segundo dia de desfiles, trouxe um espetáculo vibrante com o enredo "Joias do Axé", encantando o público com sua beleza e mensagem. Contudo, a agremiação enfrentou alguns percalços que podem impactar sua pontuação final, especialmente a penalização por tempo.
Um Mergulho nas "Joias do Axé"
Com o enredo "Joias do Axé", assinado pelos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Salles e Marcos do Val, a Siri de Ramos fez uma imersão nas religiões afro-brasileiras, exaltando o sagrado e a conexão com a vida. O desfile começou com uma homenagem a Ogum e, ao longo dos setores, apresentou outros símbolos de forma clara e envolvente, conquistando o carinho e os aplausos da plateia.
- As fantasias eram leves, bem-acabadas e visualmente impactantes, representando com fidelidade cada momento do enredo.
- As alegorias também se destacaram pelo bom acabamento e pela beleza visual, adicionando um toque especial ao conjunto plástico da escola.
Destaques na Passarela da Intendente
A escola trouxe elementos de tirar o fôlego, mas alguns detalhes podem custar pontos:
- A Comissão de Frente, coreografada por Yuri Almeida, foi um show à parte, destacando Ogum e os babalorixás com uma dança marcante e movimentos precisos. No entanto, o intérprete de Ogum perdeu um adereço de cabeça nas últimas cabines de jurados, um ponto de atenção.
- O Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Diego Lucas e Dandara Luiza, brilharam ao representar o fogo, símbolo de renovação no candomblé. Sua dança, com movimentos africanos, arrancou aplausos. Curiosamente, o terceiro casal da escola também teve um problema com a indumentária, precisando remover um adereço de cabeça antes da quarta cabine.
- A Bateria, sob a batuta do mestre Noca, demonstrou segurança e apresentou bossas impressionantes. Os ritmistas, vestidos de pai de santo, complementaram a estética do conjunto.
- A Rainha de Bateria, Andressa Almeida, esbanjou gingado e carisma, sendo muito aplaudida pelo público e pela torcida.
Os Desafios e a Contagem Regressiva
Apesar de tantos pontos positivos, a Siri de Ramos enfrentou obstáculos que podem pesar na apuração:
- Evolução: A escola conseguiu manter um bom andamento por grande parte do desfile, mas se atrapalhou na reta final. A tradicional correria para fechar no tempo regulamentar não foi suficiente, e a agremiação ultrapassou o limite em três minutos, encerrando com 43 minutos e 26 segundos. Essa falha resultará na perda de 0,3 ponto, um fator que pode ser decisivo.
- Harmonia: Houve uma boa conexão entre a bateria e o carro de som, comandado pelo intérprete Jefão. Contudo, a maioria dos componentes não cantou o samba-enredo, que era leve e de fácil assimilação, o que pode comprometer o quesito.
Com a apuração se aproximando, a Siri de Ramos agora aguarda para ver como os desafios enfrentados na avenida se traduzirão em pontos. A beleza e a força do enredo "Joias do Axé" foram inegáveis, mas a disciplina e os detalhes técnicos serão cruciais para o resultado final.
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