Unidos da Ponte: Sapucaí vira Baile Funk 150 BPM e faz história no Carnaval!
Unidos da Ponte Faz História: O Baile Funk Invade a Sapucaí!
Prepare-se para sentir o grave! A Unidos da Ponte transformou a Marquês de Sapucaí em uma verdadeira pista de dança com sua terceira alegoria, o "Vem pro Baile Funk! – Carro dos Artistas Funkeiros". Mais que um desfile, foi um manifesto sonoro e visual da cultura periférica carioca que fez a avenida tremer, reunindo nomes históricos e contemporâneos do movimento!
Funk: Raiz, Resistência e Ritmo 150 BPM
Integrando o enredo "Tamborzão: O Rio é baile! O poder é black!", a agremiação de São João de Meriti trouxe para o palco do samba a força do funk como a evolução natural de uma rica linhagem cultural. Do lundu ao maxixe, passando pelos lendários bailes da Black Rio, a Unidos da Ponte mostrou que o funk é a batida que ecoa essa história, culminando no vibrante 150 BPM.
A alegoria, uma obra de arte em movimento, foi um show à parte. Com sua base em preto e branco que remetia aos famosos paredões de som, grafismos africanos e uma estrutura em lona que evocava tanto as tendas das comunidades quanto o ancestral egungun, o carro foi um símbolo potente de resistência, identidade e empoderamento. Não era apenas um carro, era um território em desfile!
Vozes que Fizeram o Grave Bater Mais Forte
E para dar ainda mais peso a essa celebração, a Unidos da Ponte trouxe ícones do movimento, que compartilharam a emoção de ver o funk em destaque na Sapucaí:
- Iasmin Turbininha: A primeira DJ mulher de funk no Brasil e uma das grandes difusoras do 150 BPM, nascida na Mangueira, descreveu o momento como histórico. Defensora incansável do fim da criminalização do funk, ela celebrou a fusão da ancestralidade africana com a tecnologia, afirmando: "Essa homenagem é uma honra pra mim que sou funkeira desde criança, isso é histórico. Eu nunca vou me esquecer deste momento. O funk incomoda, mas o incomodado que se mude com o seu preconceito".
- MC Nem: Uma verdadeira lenda do Jacarezinho e pioneira do funk carioca, com mais de 20 anos de trajetória. Revelada nos anos 2000 ao lado da Furacão 2000, ela viveu na Sapucaí o reconhecimento que o movimento tanto merece. "Foi muito gratificante viver a Unidos da Ponte representando o funk na Sapucaí, o território oficial do samba. Estar aqui hoje é ver que somos gigantes e que valeu a pena não desistir", declarou, enfatizando que o funk é um espaço de afirmação, poder e pura diversão.
O Funk como Patrimônio Vivo
Ao levar o "tamborzão" para o santuário do samba, a Unidos da Ponte reafirmou que o funk não é uma ruptura, mas sim uma continuidade vibrante. É o herdeiro direto das manifestações negras que, ao longo da história, transformaram a exclusão em pura expressão cultural. Na Sapucaí, o baile ganhou status de patrimônio vivo. E quando o grave bate no peito, não é apenas som: é território, memória e identidade ecoando em 150 batidas por minuto. Um espetáculo para ficar na história!
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