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Unidos da Ponte une funk e samba no Carnaval 2026 com enredo "Tamborzão"

Unidos da Ponte une funk e samba no Carnaval 2026 com enredo

Unidos da Ponte: Funk e Samba se unem em um enredo poderoso para 2026!

A Unidos da Ponte apresentou um minidesfile que promete agitar o Carnaval 2026, trazendo o funk como protagonista ao lado do samba. Com o enredo "Tamborzão: O Rio é Baile! O Poder é Black!", a escola de São João de Meriti demonstra a forte conexão entre esses dois ritmos genuinamente cariocas.

A Fusão que Vai Dar o Que Falar

A proposta da escola é clara: mostrar que o funk e o samba compartilham a mesma energia, a mesma batida e, acima de tudo, as mesmas raízes nas comunidades. Essa mistura não é apenas musical, mas também um reflexo da cultura e da identidade do povo preto.

Depoimentos que Aquecem o Coração:

  • Rodrigo Para-Assú (Muso Oficial): "O funk não é só música com muitas palavras de baixo calão. É cultura, é arte. É de onde vêm diversas pessoas que hoje cantam outros ritmos, mas saíram do funk." Ele se inspirou em um personagem de novela para seu visual, mostrando a influência do funk na cultura pop.
  • Guilherme Ribeiro (Ala da Comunidade): "Eu amei, porque uniu as duas paixões, o samba e o funk. Querendo ou não, quem não gosta de funk e samba? Quando juntam os dois, fica melhor ainda, literalmente." Ele expressa um amor profundo pela agremiação e pelo mundo do samba.
  • Suzy Santos (Velha Guarda): Vê o enredo como uma continuidade histórica, conectando os tambores da África à batida atual. "Ele começa falando dos tambores, lá dos primórdios da África, até chegar à nossa batida atual, que virou uma batida universal."
  • MC Yasmim (Estreante): Enxergou no enredo a oportunidade de brilhar. "Me senti muito feliz. Assim que eu soube que o enredo seria funk, eu entrei em contato com a minha mãe e falei: ‘eu acho que vai ser meu momento’." Para ela, é um momento crucial para o início de sua carreira como MC.
  • Selma Gomes (Diretora de Harmonia): Identificou-se com a proposta por sua vivência nos bailes charme. "Eu adorei, porque eu era charmeira. Já frequentei muito baile charme na vida."
  • Liliana Campos (Comissão de Frente): Destacou a força da mistura de ritmos. "Eu achei o máximo a mistura do samba com o funk. Está incrível, vocês vão se surpreender."

A Conexão Rítmica Inegável

A semelhança entre o batidão do funk e a bateria de escola de samba é um ponto unânime entre os componentes. A energia contagiante, a necessidade de evolução e o sincronismo são elementos que unem os dois ritmos, criando uma experiência vibrante na avenida.

Combatendo o Preconceito: Funk como Cultura

O enredo também serve como plataforma para discutir o preconceito historicamente associado ao funk. Os componentes ressaltam que, apesar das dificuldades e da discriminação, o funk é cultura, é arte e tem suas raízes profundas na identidade carioca. A tendência é que essa marginalização diminua com o tempo e o reconhecimento da importância do gênero.

Preferências Musicais que Revelam Identidades:

Cada membro da escola traz sua preferência de funk, mostrando a diversidade e a riqueza do gênero:

  • Rodrigo Para-Assú: Funk melody.
  • Guilherme Ribeiro: Clássicos como "Rap da Felicidade".
  • Suzy Santos: Funk melody e o som de Claudinho e Buchecha.
  • MC Yasmim: Baile das antigas e os funks novos, além de compor rap e trap.
  • Selma Gomes: A época de Steve B. e os bailes charme.
  • Liliana Campos: Artistas atuais como Anitta e Pedro Sampaio.

Com um desfile que vai além da música, a Unidos da Ponte promete levar para a avenida um discurso potente sobre identidade, musicalidade e pertencimento, conectando gerações através da força do funk e do samba.

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