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Unidos da Tijuca: Passistas históricas ganham nova chance no Carnaval!

Unidos da Tijuca: Passistas históricas ganham nova chance no Carnaval!

Unidos da Tijuca: A Revolução das Passistas Veteranas no Carnaval 2025!

Preparem-se para uma novidade emocionante no Carnaval 2025! A Unidos da Tijuca, escola de samba do Grupo Especial, está dando um show de inclusão e reconhecimento ao criar uma ala inédita para suas passistas veteranas. A iniciativa, que promete reescrever a história na avenida, oferece uma segunda chance para mulheres que, por diferentes razões, precisaram se afastar da rotina intensa das alas tradicionais.

Uma Segunda Chance para Brilhar

A vida de uma passista é cheia de compromissos: ensaios rigorosos, movimentos perfeitos e dedicação integral. Mas a vida acontece, e muitas jovens talentosas se veem diante de escolhas entre estudos, família, trabalho ou recuperação de lesões. Para essas mulheres, o sonho de desfilar muitas vezes ficava em segundo plano. Agora, a Unidos da Tijuca, inspirada em seu próprio enredo para 2025, que celebra a escritora Carolina Maria de Jesus e a ideia de "reescrever a história", dá a essas veteranas a oportunidade de voltar ao palco do samba.

A Gênese da Ideia: Amor pelo Pavilhão

A inspiração para essa ala inovadora veio de dentro. Ex-passistas, crias do Morro do Borel, reuniram-se na quadra e, em meio a lembranças dos velhos tempos, acenderam a chama de um retorno. Johniany Menezes, uma das idealizadoras, conta como a ideia ganhou forma com o apoio fundamental do diretor-geral de Harmonia, Allan Guimarães.

"Estávamos todos na quadra, não foi proposital. E aí a gente falou: ‘Será que a gente consegue uma ala para vir todo mundo de novo?’. E surgiu essa ideia. Eu fui o pivô", revela Johniany. Após conversas e muito entusiasmo, a proposta foi levada ao presidente da escola, que prontamente autorizou a criação da ala. A diferença agora? Menos cobranças e mais liberdade para se divertir, com as passistas desfilando em carros alegóricos.

Vozes que Inspiram: Histórias de Retorno

Para Johniany, que desfila pela escola desde 2015 e agora fará sua estreia em um carro, a experiência será transformadora: "É diferente, porque a gente não tem a responsabilidade de estar alinhada, compacta com o grupo. Estamos mais livres e mais soltas, brincando, nos divertindo, tanto nos ensaios quanto no carro. Vamos nos divertir muito!"

Luana André, recepcionista que desfila na Tijuca desde os 17 anos, também celebra o retorno após se afastar por não conseguir conciliar a assiduidade exigida com outros compromissos. "A oportunidade de voltar foi uma surpresa para a gente. Estou muito feliz, porque nós somos tijucanas. Inclusive, eu tenho uma tatuagem da Tijuca, sou fanática, apaixonada pela escola", declara Luana, ressaltando que, apesar da liberdade, a concentração e o cuidado em cima dos carros serão redobrados.

As irmãs Alessandra e Lívia Diamante, que trazem o samba no DNA com uma família de tijucanos ilustres, também retornam. Lívia, enfermeira que se afastou há oito anos para estudar, vê um significado especial em seu retorno neste ano. "O interessante é que a gente volta logo neste ano, em que o samba fala ‘reconhece o seu lugar e luta’. A gente volta reconhecendo o nosso lugar. A gente nunca deveria ter saído. É aqui, na escola", afirma.

Conexão com o Enredo: Uma Luta por Representatividade

A história de Luciene Maria de Oliveira, massoterapeuta e passista por 12 anos, é um testemunho poderoso. Nascida e criada no Morro do Borel, sua trajetória se cruza com a de Carolina Maria de Jesus, enredo da escola. Luciene foi catadora de lixo e flanelinha, filha de mãe solo, e vê no Carnaval uma plataforma de resistência.

"Vir representando esse enredo é de muita importância para mim, porque consegui sair daquela bolha, mas ainda tenho muitas amigas, muitas pessoas lá do Borel, que vivem uma realidade muito difícil", compartilha Luciene. Ela carrega a responsabilidade de abrir portas e mostrar que, mesmo diante do racismo estrutural e da misoginia, é possível pular esse muro. "Eu sou uma vírgula de todo um sistema que tenta nos oprimir. Luto através da minha rede social, mostrando para os meus e para as minhas amigas que estão lá no Borel que, através do estudo, da cultura e da arte — porque o carnaval é arte — a gente resiste, pode ser vista e pode melhorar de vida. A Carolina, para mim, é uma inspiração, como se fosse uma ancestral minha", destaca.

Pioneirismo e Reconhecimento

Esta é a primeira vez que uma escola de samba do Grupo Especial cria uma ala com essa proposta, o que reforça o compromisso da Unidos da Tijuca com sua comunidade e com a valorização de quem dedicou anos ao pavilhão. Para Luciene, a ala marca não só a representatividade pelo enredo, mas também a valorização da arte e da comunidade tijucana.

"É a primeira escola a criar essa ala. É uma forma de a gente homenagear a escola e a escola também valorizar a gente, que se doou ao longo de tantos anos junto com a comunidade tijucana", declara. O sentimento geral entre as veteranas é de profunda honra e gratidão por essa oportunidade de voltar a brilhar na Marquês de Sapucaí, reafirmando o amor incondicional pela Unidos da Tijuca. Um movimento que demonstra um olhar atento e humano para suas raízes e para as mulheres que construíram sua história, promovendo inclusão e reconhecimento.

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