Unidos da Tijuca reserva lugar especial para passistas veteranas no Carnaval 2025
Análise e Resumo: O Resgate da Identidade e a Valorização da Comunidade na Unidos da Tijuca
A Unidos da Tijuca apresenta uma iniciativa inovadora e emocionante para o Carnaval 2025: a criação de uma ala dedicada exclusivamente às passistas veteranas. Este projeto nasce da necessidade de acolher mulheres que, embora tenham o samba no DNA e uma história de dedicação ao Morro do Borel, precisaram se afastar do ritmo frenético das alas de passistas convencionais devido às demandas da vida adulta, como maternidade, carreira profissional, estudos e até lesões físicas. A proposta, que partiu das próprias componentes e foi prontamente abraçada pela diretoria, visa reescrever a trajetória dessas mulheres dentro da escola, oferecendo uma nova forma de desfilar com menos cobranças técnicas de evolução de solo, mas com a mesma paixão de sempre.
O movimento foi liderado por Johniany Menezes, que contou com o apoio crucial do diretor de harmonia, Allan Guimarães, e do presidente da agremiação. A ideia é reunir as "crias do Borel" em um carro alegórico, permitindo que elas continuem a brilhar na Marquês de Sapucaí sem a exigência de 100% de presença e a perfeição física absoluta exigida das passistas de chão. Entre os relatos marcantes, destaca-se o de Luana André, que desfila desde os 17 anos e possui o amor pela escola tatuado na pele. Para ela, o retorno é uma oportunidade de conciliar a vida pessoal com a devoção à azul e amarelo. Da mesma forma, as irmãs Alessandra e Lívia Diamante trazem consigo um legado familiar profundo, com parentes que ocuparam cargos de presidência e diretoria, reforçando que o Carnaval é, acima de tudo, uma herança de gerações.
Um dos pontos mais sensíveis e potentes desta nova ala é a sua conexão com o enredo de 2025, que homenageia a escritora Carolina Maria de Jesus. A história de Luciene Oliveira, massoterapeuta e veterana da escola, ecoa a trajetória da homenageada. Ex-catadora de lixo e filha de mãe solo, Luciene vê em seu retorno uma forma de resistência contra o racismo estrutural e a misoginia, servindo de inspiração para as jovens pretas da comunidade do Borel. A nova ala não é apenas um espaço de desfile, mas um símbolo de representatividade e reconhecimento histórico. Ao ocupar um lugar de destaque em uma alegoria, essas mulheres enfrentam novos desafios, como a altura e a necessidade de uma expressividade diferenciada, mas garantem que o samba e a alma tijucana permanecem inabaláveis.
Unidos da Tijuca celebra suas raízes com ala de passistas veteranas para 2025
O Morro do Borel está provando que o amor pelo pavilhão não tem prazo de validade! Para o próximo Carnaval, a Unidos da Tijuca decidiu inovar e trazer de volta figuras icônicas que marcaram época na escola. A grande novidade é a criação de uma ala especial para as passistas veteranas, aquelas mulheres que brilharam por anos riscando o chão da Sapucaí, mas que precisaram dar uma pausa para cuidar da vida fora da Avenida.
O retorno das donas do samba
A ideia surgiu de forma espontânea nos corredores da quadra. Muitas dessas mulheres, consideradas "crias da casa", sentiam falta da energia do desfile, mas não conseguiam mais manter a rotina exaustiva de ensaios e a dedicação integral que a ala de passistas tradicional exige. Com o apoio da diretoria de harmonia e da presidência, o projeto saiu do papel.
- Menos pressão, mais alegria: A nova ala terá um foco maior na diversão e na celebração da história de cada componente.
- Lugar de destaque: Diferente dos anos anteriores, as veteranas virão em um carro alegórico, ganhando uma nova perspectiva do desfile.
- Resgate histórico: A iniciativa valoriza quem dedicou décadas de vida à azul e amarelo do Borel.
Histórias que se cruzam com o enredo de Carolina Maria de Jesus
O retorno dessas mulheres não poderia acontecer em um momento mais apropriado. Em 2025, a Tijuca leva para a Sapucaí a história de Carolina Maria de Jesus, e a trajetória de muitas dessas veteranas se confunde com a da escritora. É o caso de Luciene Oliveira, que já foi catadora de lixo e hoje volta à escola como massoterapeuta, enxergando no Carnaval uma ferramenta de transformação social e resistência.
Para Luciene e suas colegas, estar na Avenida é mais do que sambar; é ocupar um espaço de direito e mostrar para as novas gerações do Borel que a arte e a cultura são caminhos de luta e vitória contra o preconceito.
Desafios e a emoção de estar no topo
Embora a cobrança por coreografias milimetricamente sincronizadas seja menor, desfilar em cima de um carro alegórico traz seus próprios desafios. A altura exige concentração redobrada e uma evolução que contagie o público das arquibancadas. Mas, para quem tem o samba na alma e a Tijuca no coração, isso é apenas um detalhe diante da emoção de ouvir o surdo da bateria Pura Cadência ecoar novamente.
A Unidos da Tijuca reafirma seu compromisso com a comunidade, mostrando que a experiência e a história de suas componentes são os maiores patrimônios que uma escola de samba pode ter.
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