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Vila Isabel: Filho de Heitor dos Prazeres se emociona com legado na Sapucaí

Vila Isabel: Filho de Heitor dos Prazeres se emociona com legado na Sapucaí

Vila Isabel Brilha na Sapucaí: Uma Homenagem Monumental a Heitor dos Prazeres!

A Unidos de Vila Isabel fechou seu desfile no Carnaval carioca com chave de ouro, transformando a Marquês de Sapucaí em um espetáculo vibrante que uniu Brasil e África, memória e presente. O último carro da escola foi uma grandiosa ode ao gênio Heitor dos Prazeres, um artista que deixou sua marca indelével no samba, nas artes visuais e na rica história cultural do país.

A Alegoria que Contou Histórias

Partindo da emblemática frase "Eu sou Heitor dos Prazeres", a Vila Isabel construiu uma imagem monumental do artista. A alegoria não foi apenas um carro, mas uma ponte cultural, celebrando a histórica participação de Heitor no Primeiro Festival Mundial de Artes Negras, em Dakar, no ano de 1966. Elementos inspirados na arte africana se misturaram harmoniosamente com referências da favela e do quilombo, criando uma fusão simbólica poderosa de resistência e criatividade.

  • Uma imponente escultura com lanças transformadas em pincéis destacou a altivez do artista.
  • Casas de madeira crua dialogavam com tramas artesanais, remetendo às raízes e à simplicidade.
  • Na parte traseira, a pintura inacabada "Feira de Dakar" apareceu, um toque de autenticidade ao lado da assinatura do homenageado.

Vozes da Emoção na Avenida

A presença da família de Heitor dos Prazeres no carro final conferiu um peso ainda mais emocionante ao encerramento. Heitor dos Prazeres Filho, visivelmente comovido, representou o legado familiar e compartilhou a honra de estar ali, celebrando seu pai, que para ele era uma verdadeira referência de vida. "É mais do que um pai, é uma referência de vida. Esse momento é emoção", afirmou.

No alto da alegoria, o ator e pesquisador Isaac Dahora deu vida ao homenageado, destacando a profunda conexão entre arte, pesquisa e o universo do samba. "Eu me senti interpretando um artista múltiplo, que expôs na Bienal de São Paulo, que esteve à frente do seu tempo e que não foi reconhecido como deveria em vida. Para mim, isso é missão e vocação", explicou Dahora, ressaltando a importância de Heitor para a cultura brasileira.

Raquel Barreto, curadora-chefe do Museu de Arte Moderna do Rio, também integrou o carro e reforçou a necessidade de reafirmar o lugar de Heitor na história da arte brasileira. "É um projeto coletivo que fala de democracia e de reconhecimento. Ver o nome de Heitor sendo celebrado dessa forma é emocionante", disse, celebrando o merecido destaque do "artista gigante".

O sentimento coletivo foi capturado por Leni Ferreira, uma das componentes, que resumiu a experiência: "Representa tudo. É mostrar a nossa garra, a nossa cor, a nossa história. Quando o samba fala da Vila negra, eu me sinto parte disso."

A Vila Isabel, com essa alegoria final, não apenas encerrou um desfile, mas fez uma declaração poderosa sobre identidade, memória e a riqueza da cultura afro-brasileira, reafirmando o legado de Heitor dos Prazeres de forma inesquecível na Passarela do Samba.

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