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Viradouro: Bateria nas alturas em homenagem a Ciça! Veja a emoção na Sapucaí!

Viradouro: Bateria nas alturas em homenagem a Ciça! Veja a emoção na Sapucaí!

Viradouro Faz História: A Bateria nas Alturas em Homenagem a Mestre Ciça!

A Unidos do Viradouro, escola de samba de Niterói, protagonizou um dos momentos mais arrebatadores e memoráveis do Carnaval 2024 na Marquês de Sapucaí. Na madrugada da última terça-feira, a agremiação recriou uma cena icônica de seu desfile de 2007, elevando sua aclamada bateria, a Furacão Vermelho e Branco, ao topo do último carro alegórico. Batizado de "Pra Cima, Ciça! – A Bateria nas Alturas", o carro 6 foi uma verdadeira declaração de amor e reverência ao lendário Mestre Ciça, cujo enredo "Pra cima, Ciça" pautou a performance da escola.

Um Tributo Inesquecível a Mestre Ciça

A decisão de posicionar os ritmistas sobre a alegoria não foi meramente estética; foi um tributo vibrante e emocionante a um dos maiores mestres da batucada, que redefiniu a história do samba no pé e das paradinhas. Enquanto a Sapucaí vibrava a cada toque e a cada retomada do samba, os integrantes da Furacão Vermelho e Branco enfrentavam um desafio único, equilibrando a emoção avassaladora com a concentração necessária para honrar o legado de Ciça. Essa performance grandiosa se tornou um símbolo de inovação, respeito e a capacidade de reinventar a magia da Sapucaí, deixando uma marca indelével na memória dos amantes do samba e consolidando ainda mais o legado de Mestre Ciça na história do Carnaval carioca.

Os Desafios de Tocar nas Alturas

A preparação para o desfile histórico foi intensa. Para garantir a estabilidade e a sincronia em um palco tão desafiador, a bateria realizou cinco ensaios dedicados na Cidade do Samba, especificamente em cima do carro. Essa meticulosa preparação foi crucial para que os ritmistas pudessem se adaptar aos movimentos, frenagens e acelerações da estrutura.

Vozes da Furacão: A Emoção dos Ritmistas

Entre os bravos ritmistas, a emoção era palpável e os desafios técnicos eram evidentes:

  • Caíque Reis, 31 anos: Segurança patrimonial, destacou a estabilidade como o maior desafio técnico. "A emoção é muito grande e o maior desafio técnico é a nossa estabilidade", revelou Caíque, que começou na bateria mirim com Mestre Ciça aos 9 anos. Sua esperança era clara: "Muita sorte para a gente e que venha o tetra da nossa Viradouro", expressando o desejo de ouvir o grito de "É campeã" na Avenida.
  • Alex Martins, 45 anos: Técnico de informática, ressaltou a responsabilidade de tocar "fora do chão". "É tudo novo. Tem a questão da frenagem, prestar atenção, controlar a emoção", explicou. Para Alex, o enredo possuía uma representatividade profunda: "A gente costuma homenagear a pessoa só depois que ela morre, então homenagear um amigo pessoal em vida é emocionante". Sua mensagem para Ciça antes da subida era um sincero "Eu te amo, você é maravilhoso, um dos melhores que já vi na minha vida".
  • Will Oliveira, 62 anos: Piloto de avião, teve um retorno igualmente marcante. Ele, que já havia desfilado sobre uma alegoria em 2007 com Ciça, voltou à escola após três anos de ausência, atendendo ao chamado do mestre. Emocionado, Will se descreveu como "um dos súditos do rei", vendo em Ciça a personificação da tradição e da alegria. Seu recado final, carregado de memórias, foi um "Pra cima Ciça, estamos juntos, te amo. Espero que meu coração aguente a emoção".

A Unidos do Viradouro não apenas desfilou; ela fez uma declaração artística e emocional, reafirmando sua excelência e a paixão pelo Carnaval. Este momento histórico reforçou a conexão da escola com suas raízes e sua visão de futuro, prometendo que a Furacão Vermelho e Branco continuará a surpreender e encantar por muitos carnavais.

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