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Bangu: Leci Brandão, Velha Guarda e 'Santos' da Mangueira na Sapucaí!


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Bangu: Leci Brandão, Velha Guarda e 'Santos' da Mangueira na Sapucaí!

Unidos de Bangu Brilha na Sapucaí com Homenagem Emocionante a Leci Brandão e um Elo com a Mangueira

A Marquês de Sapucaí foi palco de uma noite memorável para a Unidos de Bangu, que desfilou pela Série Ouro do Carnaval 2024 com o enredo "As Coisas que Mamãe me Ensinou". Mais do que um desfile, a agremiação da Zona Oeste transformou a avenida em um território de profunda reverência e memória, prestando um emocionante tributo à icônica cantora e compositora Leci Brandão. Com uma narrativa rica em ancestralidade, força feminina e um inabalável compromisso social, Bangu não apenas cantou a história de Leci, mas também teceu uma ponte simbólica entre o presente e as raízes mais profundas do samba carioca. O enredo, concebido pelos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Sales e Marcus do Val, com um samba-enredo assinado por nomes de peso como Dudu Nobre, Junior Fionda e Vou Pro Sereno, celebrou a trajetória de Leci Brandão como uma incansável defensora da cultura popular, das raízes africanas e dos direitos sociais. A Unidos de Bangu conseguiu traduzir essa essência em cada detalhe, desde as fantasias vibrantes até as alegorias grandiosas que contavam a vida e a obra da homenageada. A escola não poupou esforços para mostrar a relevância de Leci, não apenas como artista, mas como um farol de resistência e inspiração para gerações.

A Alegoria que Uniu Mundos: Bangu e Mangueira em um Só Coração

Um dos momentos mais impactantes do desfile foi a segunda alegoria, carinhosamente intitulada "Paixão por Regar a Árvore Frondosa no Palácio Verde e Rosa". Este carro não foi apenas um espetáculo visual, mas um potente símbolo de união e reconhecimento. No seu centro, a Velha Guarda da Unidos de Bangu ocupou o lugar de honra, representando a memória viva e a sabedoria da agremiação. Ao redor, esculturas majestosas de figuras lendárias da Estação Primeira de Mangueira – Cartola, Dona Zica e Jamelão – observavam a cena, criando um diálogo visual e emocional entre as duas escolas. Essa alegoria representou o encontro harmonioso da tradição da Zona Oeste, personificada pela Unidos de Bangu, com a rica história da Zona Norte, simbolizada pela Mangueira. Os integrantes mais antigos da escola, com seus olhares carregados de experiência, reforçavam a ideia de que ali estava a raiz, o alicerce que sustenta o presente e projeta o futuro do samba. A conexão entre Bangu e Mangueira, através do olhar de Leci Brandão – uma mangueirense de coração que se tornou mãe de todos os amantes do samba – foi um toque de mestre que emocionou o público e a própria Velha Guarda.

Vozes da Tradição: A Emoção da Velha Guarda

A presença da Velha Guarda na alegoria foi um dos pontos altos, trazendo uma camada extra de autenticidade e sentimento ao desfile. Baluartes da agremiação compartilharam suas emoções e a profundidade do momento: * Neusa Oliveira, de 83 anos, desfilando desde criança, não conteve as lágrimas ao falar da homenagem. "Eu vi muita coisa nessa vida, muita vitória e muita dificuldade também. Ver a Bangu homenageando a Leci é uma emoção grande. Ela é Mangueira, mas virou mãe de todo mundo que ama o samba. Isso é bonito demais", afirmou. Sobre a presença simbólica dos ícones Verde e Rosa, completou: "É como se eles estivessem olhando pela gente. Cartola, Dona Zica, Jamelão. Tudo isso é raiz. Dá até arrepio." * Maria do Carmo Jorge, de 60 anos e uma década de desfiles pela escola, destacou o sentimento de união entre territórios. "A Velha Guarda recebe com orgulho. É uma homenagem que une bairros, une comunidades", disse. Sobre Leci, reforçou a admiração: "Ela é voz do povo, é coragem. Ela canta o que muita gente sente. Por isso a gente se rende." * Jackson dos Santos, de 72 anos, com 20 anos de desfile, ressaltou o peso histórico do momento. "A Bangu já passou por muita coisa, e ver essa homenagem é sinal de maturidade. A gente reconhece quem construiu o samba", afirmou. Cercado pelas esculturas, sentiu a força da tradição: "É como desfilar acompanhado de lendas. A gente sente uma força diferente na avenida." * Walmir Antônio, de 66 anos, há 27 desfilando pela escola, falou sobre o simbolismo de "vestir" a alma Verde e Rosa. "A gente veste o Verde e Rosa com dignidade. É respeito à história e à tradição", afirmou. Para ele, a homenageada é incontestável: "A Leci é resistência, é luta, é talento. Não tem como não tirar o chapéu." * Sônia Maria, de 79 anos, há 10 desfiles na Bangu, resumiu o sentimento da ala. "A Velha Guarda recebe essa missão com carinho. Samba é união", disse. Sobre a artista, reforçou: "A Leci é rainha porque é verdadeira. Ela canta com o coração." O desfile da Unidos de Bangu em 2024 foi, portanto, uma celebração multifacetada. Foi uma homenagem vibrante a Leci Brandão, um reconhecimento à força da Velha Guarda e um elo emocionante entre diferentes comunidades do samba. A escola da Zona Oeste mostrou que, na Sapucaí, a tradição se reconhece, se respeita e, acima de tudo, se abraça, deixando uma marca indelével de paixão e compromisso com a cultura popular brasileira. #UnidosDeBangu #Carnaval2024 #LeciBrandão #SérieOuro #VelhaGuarda #SambaRaiz #MarquêsDeSapucaí #Homenagem

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