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Frevo Russo? Inocentes de Belford Roxo Desvenda Lenda em Desfile de Carnaval

Frevo Russo? Inocentes de Belford Roxo Desvenda Lenda em Desfile de Carnaval

Inocentes de Belford Roxo: O Enredo que Misturou Frevo e Rússia na Sapucaí!

A Marquês de Sapucaí ferveu com a passagem da Inocentes de Belford Roxo, a segunda escola a desfilar pela Série Ouro em uma sexta-feira de Carnaval inesquecível. Com um enredo no mínimo curioso e contagiante, a agremiação mergulhou fundo na cultura pernambucana, homenageando o frevo e explorando uma lenda urbana que conecta o Nordeste brasileiro à Rússia. Prepare-se para desvendar essa história!

Análise e Resumo do Desfile da Inocentes de Belford Roxo no Carnaval 2024

A Inocentes de Belford Roxo brilhou na Marquês de Sapucaí como a segunda escola a desfilar pela Série Ouro, na sexta-feira de Carnaval. Com o enredo "O sonho do tal pagode russo, nos frevos do meu Pernambuco", a agremiação, sob a batuta do carnavalesco Edson Pereira, mergulhou em uma homenagem vibrante à rica cultura pernambucana, ao contagiante frevo e à curiosa lenda da influência russa nessa tradição. A inspiração para a narrativa veio da icônica canção "Pagode Russo", de Luiz Gonzaga, prometendo uma viagem cultural única.

O grande destaque do desfile foi a comissão de frente, coreografada com maestria por Sérgio Lobato e Patrícia Salgado. A dupla transformou uma lenda urbana – a chegada de russos em Recife e a consequente troca cultural que teria dado origem ao frevo – em uma performance cativante e de fácil compreensão. Os coreógrafos explicaram que o desafio era tornar a lenda visualmente clara, utilizando personalização dos personagens, movimentos expressivos e um tripé rico em informações. A cena se desenrolava em um coreto, elemento arquitetônico de grande importância cultural e social em Pernambuco no século XIX, servindo como palco para a conexão entre as culturas.

A coreografia explorou a diferença corporal entre os personagens russos, com sua postura garbosa e danças cossacas, e os pernambucanos, com a leveza e o ritmo do frevo e do coco. Inicialmente, a apresentação sugeria uma rivalidade ou disputa de dança, que gradualmente evoluía para uma fusão, culminando na explosão do frevo. Sérgio Lobato ressaltou a "brasilidade" e a "mistura de danças", com personagens que trocavam de roupa para o "remelexo". Patrícia Salgado enfatizou o trabalho de pesquisa e adaptação da dança russa para o contexto carnavalesco, garantindo uma leitura clara para o público e os jurados.

Integrantes da comissão compartilharam suas experiências. André Valim, ator com 33 anos de Sapucaí e estreante na Inocentes, emocionou-se ao interpretar Luiz Gonzaga, figura que ele descreve como uma "instituição" que colocou o Nordeste no centro da identidade brasileira. Ele expressou o desejo de que o público sentisse a mesma alegria e vibração da equipe. Maria Clara Barrie, bailarina de 20 anos, também em sua primeira vez na agremiação, representou os pernambucanos e destacou a importância do Carnaval em trazer pautas relevantes e a beleza das culturas. Davi, dançarino de 29 anos, celebrou o prazer de representar a história do Brasil e a miscelânea cultural que resultou no frevo, almejando levar alegria e contar a história da escola para a comunidade de Belford Roxo. A Inocentes de Belford Roxo, com sua comissão de frente inovadora e enredo envolvente, buscou não apenas competir, mas também educar e celebrar a riqueza cultural do Brasil.

"Pagode Russo" e a Lenda do Frevo: Uma Viagem Cultural

Idealizado pelo carnavalesco Edson Pereira, o enredo "O sonho do tal pagode russo, nos frevos do meu Pernambuco" foi uma verdadeira ode à riqueza cultural de Pernambuco. Inspirado na clássica "Pagode Russo" de Luiz Gonzaga, a escola propôs uma narrativa fascinante: a chegada de estrangeiros russos em Recife e a troca cultural que, segundo a lenda, teria dado origem ao vibrante frevo. Uma fusão de ritmos e tradições que promete surpreender!

Comissão de Frente: Onde a Lenda Ganhou Vida e Dança

O ponto alto da apresentação foi, sem dúvida, a comissão de frente, coreografada com maestria por Sérgio Lobato e Patrícia Salgado. A dupla teve a missão de traduzir visualmente essa lenda urbana, e o resultado foi uma performance que prendeu a atenção do público e dos jurados. A cena se desenrolava em um coreto, um elemento histórico crucial na sociabilidade pernambucana do século XIX, simbolizando o palco dessa inusitada conexão cultural.

  • A Dança da Fusão: A coreografia explorou o contraste entre a postura "garbosa" dos personagens russos, com seus passos de danças cossacas, e a leveza e o gingado dos pernambucanos, embalados pelo frevo e pelo coco.
  • Do Estranho ao Familiar: Inicialmente, a performance sugeria uma rivalidade ou estranhamento entre os povos, que gradualmente se transformava em uma celebração conjunta, culminando na explosão do frevo.
  • Detalhes que Encantam: Sérgio Lobato destacou a "brasilidade" e a "mistura de danças", com personagens que trocavam de roupa para o "remelexo". Patrícia Salgado ressaltou o trabalho de pesquisa e adaptação da dança russa ao contexto carnavalesco, garantindo clareza e fácil leitura.

Quem Deu Vida à História: Depoimentos Emocionantes

Os artistas que compuseram a comissão de frente compartilharam a emoção de participar dessa jornada cultural:

  • Luiz Gonzaga em Cena: André Valim, ator com 33 anos de Sapucaí e estreante na Inocentes, viveu o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Ele descreveu o artista como uma "instituição" que colocou o Nordeste no centro da identidade brasileira, expressando o desejo de que o público sentisse a mesma alegria e vibração da equipe.
  • A Essência Pernambucana: Maria Clara Barrie, bailarina de 20 anos e também em sua primeira vez na agremiação, representou os pernambucanos. Ela enfatizou a importância do Carnaval em trazer pautas relevantes e a beleza das culturas, revelando a felicidade que sentia quando o frevo surgia na coreografia.
  • Alegria e Missão: Davi, dançarino de 29 anos, celebrou o prazer de representar a história do Brasil e a miscelânea cultural que resultou no frevo. Sua expectativa era levar alegria ao público e à comunidade de Belford Roxo, resumindo a grandiosa história da escola.

A Inocentes de Belford Roxo não apenas desfilou; ela contou uma história, celebrou uma cultura e mostrou que o Carnaval é muito mais do que festa: é arte, história e emoção. Uma performance que, sem dúvida, deixou sua marca na Série Ouro!

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