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Jacarezinho: De cinzas à glória! Escola emociona com Xande de Pilares no Carnaval

Jacarezinho: De cinzas à glória! Escola emociona com Xande de Pilares no Carnaval

Unidos do Jacarezinho: A Garra da Comunidade Brilha na Sapucaí!

A Unidos do Jacarezinho abriu os desfiles da Série Ouro com uma performance que foi muito além de um simples espetáculo. Em uma emocionante homenagem ao cantor Xande de Pilares, a escola apresentou o enredo "O ar que se respira agora inspira novos tempos", transformando o seu carro abre-alas em um verdadeiro manifesto de superação e resiliência. A temporada foi marcada por desafios intensos, incluindo dois incêndios devastadores que atingiram a quadra e o barracão da agremiação, destruindo fantasias e adereços. No entanto, a comunidade do Jacarezinho mostrou que a força do samba reside na união e na capacidade de transformar a adversidade em arte.

Um Abre-Alas Que Virou Manifesto de Resistência

O carro abre-alas da Unidos do Jacarezinho não foi apenas uma alegoria; ele se tornou a síntese visual de uma jornada de perdas e reconstrução. Com uma proposta de retratar uma favela colorida, adornada com pipas, o carro evocava as vielas do Jacarezinho, local onde as primeiras melodias de Xande ecoaram. Na concentração, a cena era de pura entrega: integrantes da comunidade trabalhavam incansavelmente, colando tecidos e finalizando detalhes, em uma verdadeira corrida contra o tempo. O que poderia parecer improviso, na Avenida se revelou uma potência estética e política, com a comunidade sustentando, com as próprias mãos, o seu sonho e a sua história.

A frase-tema do carro — "dar nó na tristeza e fazer da vida um carnaval" — ganhou um significado existencial profundo, ressoando com a realidade de muitos que veem no Carnaval um momento de "restart" na vida. A ausência de fantasias e o impacto material dos incêndios eram visíveis, mas o clima era de garra e determinação, como repetiam os componentes.

Vozes da Superação: A Emoção da Comunidade

Integrantes da Unidos do Jacarezinho, muitos deles estreantes na Sapucaí, compartilharam a emoção e o significado de participar deste desfile histórico:

  • Angelo Rios, assistente administrativo e estreante, expressou a apreensão inicial, mas destacou a importância de ver a comunidade representada no carro, saudando Xande e trazendo à tona uma parte do Jacarezinho que raramente aparece nos noticiários.
  • O biomédico Egleberto Lima, também estreante, elogiou o brilho e as cores do abre-alas, reconhecendo o esforço após as tragédias. Para ele, abrir o Carnaval na Sapucaí como uma "favela" era algo grandioso e muito importante.
  • A jornalista Luan Monteiro, em seu quinto desfile pela escola, ressaltou o "espírito muito grande" da Unidos do Jacarezinho, que, apesar das dificuldades, sempre encontra uma maneira de fazer bonito. Ela enfatizou que a grandeza da escola reside em sua tradição e na força de sua comunidade.
  • A psicóloga Carolina Carrijo, de 58 anos e estreante, sentiu o ímpeto de ajudar após os incêndios e foi tocada pelo trabalho coletivo. Fã de Xande, ela viu na frase-tema do carro um profundo diálogo com a realidade, e para ela, participar dessa "volta por cima" significava uma verdadeira "virada de chave" pessoal.
  • Victoria Thiers, gerente de loja e também estreante, sintetizou o sentimento coletivo: "Por mais que as adversidades tivessem pego a gente, a gente vai entrar na Sapucaí com a garra que a escola tem, com a força que a comunidade tem." A emoção de ver um carro na rua, após os incêndios e o retorno à Sapucaí depois de mais de 10 anos, era palpável.

O desfile da Unidos do Jacarezinho foi um testemunho vibrante de que, mesmo diante das maiores dificuldades, a paixão pelo Carnaval e a união de uma comunidade podem transformar a tristeza em celebração, inspirando novos tempos e mostrando a verdadeira essência do samba carioca.

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