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Mulheres na Sapucaí: Vigário mostra como elas venceram guerra com pimenta!

Mulheres na Sapucaí: Vigário mostra como elas venceram guerra com pimenta!

No Carnaval 2026, a Unidos de Padre Miguel protagonizou um desfile memorável na Sapucaí com o enredo "Kunhã-Eté: O sopro sagrado da Jurema", uma potente homenagem à heroína indígena Clara Camarão. A agremiação, conhecida por seu histórico de valorizar e colocar mulheres em posições de destaque, celebrou a figura de Clara, que no século XV liderou batalhas cruciais contra a invasão holandesa. O carnavalesco Lucas Milato foi o idealizador desse projeto que ressaltou a força e a resiliência feminina.

O desfile, que ocorreu na sexta-feira como a quinta escola a se apresentar, destacou momentos históricos como a Batalha de Tejucupapo. Neste episódio, mulheres lideradas por Clara Camarão, utilizando pimenta e água fervente, conseguiram vencer as tropas holandesas, um feito de astúcia e bravura que foi visualmente representado pela ala 12 com uma coreografia impactante. Essa representação não apenas resgatou uma parte importante da história brasileira, mas também reforçou a mensagem de empoderamento feminino que a escola carrega em sua essência, com muitas mulheres ocupando cargos de liderança, incluindo a presidência.

A experiência dos componentes na avenida foi de profunda conexão com o tema. Gabriela Lima, professora de 32 anos, expressou a honra de "contar essas histórias que não costumam ser contadas nem por meios oficiais", enfatizando o papel do Carnaval como difusor de narrativas esquecidas e reverenciando as "mulheres fortes, guerreiras" que inspiram a Unidos de Padre Miguel. Vanessa Barbosa, vigilante de 43 anos e veterana de 13 carnavais na escola, descreveu a preparação física árdua para a coreografia que simulava uma "guerra" pela manutenção do lugar de origem das mulheres.

Ana Catarina, trancista de 26 anos em seu segundo ano na escola, emocionou-se ao ver a força da mulher unida na luta contra os homens, sentindo-se "muito bem representada" pela escolha do enredo que homenageia mulheres. Gabriel Alves, repositor de 21 anos, também participou da ala coreografada, representando os holandeses, e detalhou o intenso preparo físico necessário para as "cenas de ação" e "cenas de luta" que culminavam na vitória das mulheres, representando a passagem e o triunfo feminino. O desfile da Unidos de Padre Miguel foi, assim, um poderoso tributo à história, à cultura e ao inegável protagonismo feminino no Carnaval e na sociedade.

Unidos de Padre Miguel: O Grito Feminino que Ecoou na Sapucaí!

Prepare-se para uma viagem no tempo e um mergulho na força feminina! No Carnaval 2026, a Unidos de Padre Miguel não apenas desfilou, mas deu um verdadeiro show de empoderamento na Marquês de Sapucaí com o enredo "Kunhã-Eté: O sopro sagrado da Jurema". Idealizado pelo carnavalesco Lucas Milato, o enredo foi uma homenagem vibrante à destemida Clara Camarão, uma mulher indígena do século XV que liderou batalhas contra a invasão holandesa. É a Unidos de Padre Miguel, mais uma vez, provando que o samba também é palco para grandes histórias de heroísmo!

Clara Camarão: A Lenda Revivida na Avenida

A Unidos de Padre Miguel já é conhecida por colocar mulheres em posições de destaque, e com Clara Camarão, essa tradição ganhou ainda mais brilho. A escola trouxe à tona a saga dessa líder que, com coragem e inteligência, enfrentou os invasores. O ponto alto? A recriação da Batalha de Tejucupapo, onde mulheres, sob a batuta de Clara, usaram pimenta e água fervente para vencer as tropas holandesas. Uma tática genial que a ala 12 da escola representou com uma coreografia de tirar o fôlego, mostrando que a força feminina é, literalmente, picante!

O Que os Componentes Sentiram na Pele

A emoção de contar essa história foi palpável entre os desfilantes. Confira o que alguns deles disseram:

  • Gabriela Lima (Professora, 32 anos): "Eu acho que é uma honra a gente poder estar aqui contando essas histórias que não costumam ser contadas nem por meios oficiais. O carnaval tem esse papel também de trazer aqui para a avenida, de mostrar para o Brasil, para o mundo todo essas histórias que muitas vezes não são contadas em outros lugares." Ela ainda ressaltou que Clara Camarão é uma inspiração, seguindo a linhagem de "mulheres guerreiras" da escola.
  • Vanessa Barbosa (Vigilante, 43 anos): Com 13 anos de Unidos de Padre Miguel, Vanessa descreveu a intensa preparação para a coreografia da "guerra". "A nossa coreografia é uma guerra, as mulheres estão brigando para manter o lugar delas de origem e os homens são os soldados que estão nos impedindo, vai ser uma batalha mesmo na avenida."
  • Ana Catarina (Trancista, 26 anos): Em seu segundo ano, Ana se sentiu profundamente conectada: "É uma luta contra os homens e, no final, ver que a mulher tem essa força e a gente consegue lutar unidas, isso foi muito emocionante."
  • Gabriel Alves (Repositor, 21 anos): Mesmo representando os holandeses, Gabriel destacou o preparo físico e a representação da batalha: "A gente já vem se preparando há alguns meses... A academia tem que estar em dia pra aguentar, ainda mais que a gente é ala coreografada. [...] Representando bem esse momento da passagem e da vitória das meninas contra os holandeses."

Um Legado de Luta e Protagonismo

Desfilando como a quinta escola na sexta-feira, a Unidos de Padre Miguel entregou um espetáculo que foi muito além da beleza plástica. Foi um manifesto poderoso sobre a resiliência feminina, a importância de resgatar histórias esquecidas e o papel fundamental do Carnaval como plataforma de conscientização e celebração cultural. Com uma liderança forte e um enredo que ecoa a voz de heroínas, a escola reafirma seu legado de valorização da mulher e das profundas raízes brasileiras.

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