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Santa Marta: Desfile "Samba é Minha Cachaça" na Série Prata. Teve problemas? Veja!

Santa Marta: Desfile

Mocidade Unida do Santa Marta: Um Brinde ao Samba e à Cachaça na Intendente!

A Intendente Magalhães ferveu com a chegada da Mocidade Unida do Santa Marta, a primeira a pisar na avenida pela Série Prata do Carnaval 2024. Com o enredo "Samba é Minha Cachaça", a escola trouxe uma verdadeira celebração da brasilidade, unindo duas paixões nacionais sob a batuta da carnavalesca Carila Matzenbacher. O tema, que exaltou a boemia, a alegria contagiante e a figura icônica do malandro com seu copo sempre cheio, marcou o emocionante encerramento de uma trilogia narrativa da agremiação, adicionando uma camada extra de significado à sua performance.

Na avenida, a Mocidade Unida do Santa Marta enfrentou alguns desafios. A evolução da agremiação foi notavelmente lenta, resultando na abertura de espaçamentos visíveis entre as alas e alegorias desde os primeiros momentos da apresentação. Apesar desses percalços no andamento, a escola demonstrou garra e conseguiu cumprir o tempo regulamentar, finalizando seu desfile em 38 minutos e 39 segundos, um feito importante diante das dificuldades.

"Samba é Minha Cachaça": A Essência da Boemia em Desfile

Imagine a mistura perfeita entre o gingado do samba e o sabor marcante da cachaça! Foi essa a proposta do enredo da Santa Marta, que celebrou a bebida símbolo da brasilidade em uma homenagem vibrante à cultura popular. Mais do que um desfile, foi o grand finale de uma trilogia que a escola vinha apresentando, adicionando um toque especial à sua passagem e conectando-se profundamente com a identidade nacional.

Destaques que Fizeram a Diferença na Pista

Comissão de Frente: Trabalho, Descoberta e Impacto Visual

Sob a coreografia de Plínio Costa, a comissão de frente foi um espetáculo à parte. Composta majoritariamente por integrantes negros, a apresentação retratou com clareza o árduo trabalho nos canaviais e a mística descoberta da "santa cachaça". A sincronia e a energia do grupo foram elogiadas, transmitindo a narrativa de forma eficaz. Apesar de pequenos contratempos com elementos do figurino, como tecidos e adereços que caíram em cena, a utilização estratégica de espadas e a encenação da glorificação da bebida conferiram força e um notável impacto visual ao conjunto, compensando as falhas pontuais.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Leveza e Elegância em Sintonia

O casal Wagner Lobo e Érica Duarte brilhou com uma leveza admirável, demonstrando entrosamento impecável e uma execução coreográfica precisa. A sintonia entre eles e o domínio dos movimentos garantiram uma performance segura e elegante na defesa do pavilhão da escola, arrancando aplausos da plateia e reforçando a tradição do quesito.

Harmonia e Evolução: Cores Vibrantes e Desafios no Andamento

No que tange à Harmonia e Evolução, a escola desfilou com alegorias visualmente atraentes, coloridas e bem acabadas, que contribuíram para um espetáculo vibrante. No entanto, a harmonia geral oscilou em diversos trechos, com uma perceptível perda de energia por parte da comunidade e falhas no canto do samba-enredo. Apesar dos problemas no sistema de som que surgiram ao final, a comunidade demonstrou garra e persistência, mantendo o canto e a animação. A evolução, contudo, foi marcada por um andamento desacelerado, o que invariavelmente levou à formação de lacunas ao longo da pista.

Bateria e Samba-Enredo: O Coração Pulsante do Desfile

O mestre Caliquinho comandou uma bateria com cadência firme e envolvente, com bossas criativas que empolgaram o público presente. A interpretação do samba-enredo por Raí Trovick foi elogiada por sua sintonia com a melodia e letra, fortalecendo a comunicação com as arquibancadas e contribuindo decisivamente para os momentos de maior vibração e euforia do desfile.

Alegorias e Fantasias: Um Banho de Cores e Criatividade

  • As fantasias apresentaram uma harmonia estética notável, totalmente alinhadas com a proposta do enredo.
  • A ala das baianas, com seus figurinos em tons de verde e marrom, adicionou uma rica paleta de cores ao desfile, criando um belo contraste com as passistas, que desfilaram em preto e vermelho.
  • Tecidos leves e rendados favoreceram o samba no pé e a energia contagiante na avenida.
  • As alegorias foram, sem dúvida, um dos pontos mais fortes da apresentação. Carros de grande porte, ricamente iluminados e visualmente impactantes, elevaram o padrão do desfile e conquistaram elogios entusiásticos do público.
  • Destaque especial para a terceira alegoria, que representou de forma dramática o trabalho nos canaviais e o processo de transformação da cana-de-açúcar, destacando-se pelo realismo impressionante e pela carga emocional, proporcionando momentos de forte comoção ao longo da apresentação da Mocidade Unida do Santa Marta.
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