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União da Ilha: Medo vira Luxo! Enredo de Contrastes surpreende na Sapucaí

União da Ilha: Medo vira Luxo! Enredo de Contrastes surpreende na Sapucaí

União da Ilha do Governador Brilha na Sapucaí com Enredo que Celebra o Agora!

A Marquês de Sapucaí foi palco de uma apresentação memorável da União da Ilha do Governador, que desfilou pela Série Ouro com o enredo "Viva o Hoje! O Amanhã? Fica pra depois". Sob a batuta do carnavalesco Marcus Ferreira, a escola insulana propôs uma viagem fascinante pelo contraste entre o deslumbramento e o temor, convidando o público a uma profunda reflexão sobre o tempo.

Um Enredo para Viver o Presente

Inspirada no brilho lunar e na passagem de um cometa, a União da Ilha trouxe para a Avenida a imagem de uma população dividida. De um lado, figuras elegantemente vestidas com ares franceses; do outro, personagens do início do século passado, remetendo a um possível colapso atmosférico. Essa dualidade entre luxo e caos se materializou na alegoria principal, que questionava: "Será que o mensageiro desse caos sou eu?". A escola convocou a todos a abraçar o presente, com a incerteza do futuro servindo de pano de fundo para a celebração da vida.

Estética Inovadora: Belle Époque Encontra Steampunk

A criatividade de Marcus Ferreira se destacou na estética do desfile, que misturou referências da Belle Époque com o vibrante Movimento Steampunk. O resultado foi um visual impactante e original, que transportou o público para um universo onde o passado e o futuro se encontram de forma inesperada. As figuras monstruosas, por exemplo, foram confeccionadas com sobras de materiais e fantasias de carnavais anteriores, cedidos por colaboradores e escolas coirmãs. Essa proposta sustentável não apenas reduziu desperdícios, mas também reforçou a capacidade do Carnaval de ressignificar e transformar.

As Vozes do Abre-Alas: Emoção e Responsabilidade

Os componentes da primeira ala, o "Abre-Alas", compartilharam a emoção e a responsabilidade de serem o cartão de visitas da União da Ilha:

  • Nayana Gottgtroy (47, doméstica): Estreante na Sapucaí, Nayana expressou a "emoção e expectativa fora do normal" de sua primeira vez, destacando a elegância de sua fantasia e a importância do reaproveitamento de materiais. "Acho muito melhor, reaproveitar é sempre o caminho mais sustentável", afirmou.
  • Carlos Salcedo (39, técnico de enfermagem): Componente da escola desde 1997, Carlos vestiu o luxo afrancesado, sentindo-se "lisonjeado e extremamente feliz" em abrir o desfile. Em sintonia com o samba-enredo, ele garantiu que, se o mundo acabasse ao fechar dos portões, sairia realizado da Avenida. Ele também ressaltou a importância da preparação física e emocional para "aguentar essa batalha".
  • Morgan Little (44, vendedora): A estrangeira Morgan viveu sua primeira experiência no carnaval carioca diretamente no Abre-Alas. Encantada com sua fantasia luxuosa e colorida, ela afirmou não poder estar mais feliz e que queria "aproveitar tudo e ser muito feliz com a União da Ilha na Avenida", sintetizando o espírito do enredo que celebra o hoje.

Entre o medo simbolizado pelas máscaras de gás e o luxo refletido nos figurinos elegantes, a União da Ilha construiu uma abertura que convidou à reflexão sobre o tempo, o agora e o amanhã incerto, reafirmando o pertencimento de seus componentes a uma narrativa que transforma incerteza em pura arte.

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