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Unidos de Bangu: Crianças roubam a cena e cantam 'Zé do Caroço' na Sapucaí


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Unidos de Bangu: Crianças roubam a cena e cantam 'Zé do Caroço' na Sapucaí

Unidos de Bangu: Crianças Dão Voz ao Morro e Encantam na Sapucaí!

O Carnaval 2024 na Série Ouro ganhou um toque especial de pureza e potência com a Unidos de Bangu. A escola da Zona Oeste trouxe uma mensagem emocionante, mostrando que a força das novas gerações pode ecoar os maiores hinos da música brasileira e inspirar o futuro do samba.

"A Voz do Morro é de Criança": Um Legado Cantado

Na noite de abertura da Série Ouro, a Unidos de Bangu, quarta a desfilar na Sapucaí, apostou alto na sua ala infantil número 08. Batizada de "A Voz do Morro é de Criança", a ala colocou pequenos sambistas para entoar o clássico "Zé do Caroço", canção imortalizada por Leci Brandão, a grande homenageada do enredo. As fantasias, que remetiam aos alto-falantes do Morro do Pau da Bandeira, transformaram as crianças em verdadeiros porta-vozes de um legado que atravessa gerações, provando que, quando o morro fala, o futuro não só escuta, mas também canta!

Inocência e Resistência: Uma Combinação Perfeita

A ideia por trás da ala era genial: criar um contraste vibrante entre a letra forte e política da música e a inocência cativante das crianças que a interpretavam. Maria Valma, coordenadora da ala e veterana de 70 anos, não escondeu a emoção e a responsabilidade de ver os pequenos entoando um hino de resistência na Marquês de Sapucaí. "É uma grande felicidade para nós, pois assim instigamos um entusiasmo neles, para que eles cresçam e desenvolvam o desejo de se engajar nas pautas que acreditam", revelou. Ela também compartilhou o desafio de transmitir essa mensagem de mobilização comunitária a uma geração tão conectada às telas, mas garantiu que a mensagem foi clara e inspiradora, mostrando a importância do desfile para o aprendizado e posicionamento dos jovens.

Megafones e Sonhos: O Futuro do Samba

Na concentração, o brilho nos olhos dos jovens sambistas era contagiante. Eles falavam com orgulho sobre a responsabilidade de representar a Unidos de Bangu e a homenageada. A emoção era pura e genuína, com cada criança expressando seus sentimentos e esperanças:

  • Maria Eduarda, 12 anos, moradora de Bangu e estreante, sonhava em gritar em um megafone: "Eu falaria que a escola veio muito bonita, muito arrumada, com tudo muito organizado. Que a gente consiga, este ano, aumentar a nossa escola".
  • Daniele Coelho, 14 anos, que representava o Morro da Mangueira, descreveu o momento como sua "primeira grande experiência de vida", desejando que todos os jovens pudessem viver momentos históricos assim.
  • Isadora Tereza, 13 anos, ansiosa pela estreia, contou que conheceu Leci Brandão através da escola, mostrando a importância cultural e educativa do desfile para as novas gerações.
  • Gabriela Vitória de Oliveira, 10 anos, emocionou-se e, com uma maturidade surpreendente, deixou uma reflexão: "Eu diria para todos curtirem bastante a vida, porque ela é curta. Enquanto eu puder estar vivendo, eu vou curtir mesmo momentos como hoje."
  • As amigas Camile Vitória, 14 anos (que sonha com uma carreira no Carnaval), Daniele Chaves, 11 anos, e Maria Luísa, 12 anos, eram unânimes na torcida: "É Unidos de Bangu. É sobre isso. Somos unidos até morrer. Para cima, Bangu!".

Entre megafones cenográficos e vozes que ainda estão se formando, a ala 08 da Unidos de Bangu provou que a paixão pelo Carnaval, a cultura e a resistência podem ser cantadas com a mais bela pureza. Um verdadeiro espetáculo que plantou sementes de futuro na Sapucaí, garantindo que o legado do samba continue vivo e vibrante!

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