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Botafogo Samba Clube: Iphan e Burle Marx: a história que virou Carnaval!

Botafogo Samba Clube: Iphan e Burle Marx: a história que virou Carnaval!

A Marquês de Sapucaí se transformou em um verdadeiro jardim de cores e histórias no segundo dia de desfiles da Série Ouro. A Botafogo Samba Clube abriu a noite com o enredo "O Brasil que floresce em arte", uma emocionante reverência ao icônico paisagista e artista plástico Roberto Burle Marx. Uma celebração da natureza, da arte e da memória que encantou o público e ressaltou a importância do patrimônio cultural brasileiro.

O Legado de Burle Marx e o IPHAN em Destaque

Desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Rangel e Raphael Torres, o desfile da Botafogo Samba Clube encontrou um de seus pontos mais simbólicos na Ala 18, intitulada "IPHAN, Guardião da Memória Viva". Esta ala não só celebrou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, mas também frisou seu papel essencial na preservação do legado de Burle Marx, especialmente no Sítio Roberto Burle Marx, um tesouro cultural reconhecido.

Vozes da Concentração: O Que é Patrimônio Cultural?

Na efervescência da concentração, três componentes que faziam sua estreia na escola compartilharam suas reflexões sobre a relevância do patrimônio cultural e o poder do Carnaval como ferramenta de preservação da memória. O arquiteto Cauê Santana, o administrador de empresas Eduardo Melo e a contadora Priscila Faria ofereceram perspectivas valiosas:

  • Cauê Santana (40 anos, arquiteto): Para ele, o patrimônio cultural está intrinsecamente ligado à arquitetura, à cultura e à arte, sendo a primeira referência que lhe vem à mente.
  • Eduardo Melo (54 anos, administrador): Associou o patrimônio à identidade coletiva, englobando a história da cidade, empresas, costumes e o "jeito carioca" de ser.
  • Priscila Faria (40 anos, contadora): Destacou a necessidade de conscientização e continuidade na preservação, enfatizando a importância de engajar as novas gerações para manter viva a nossa história.

Jardins e Paisagens: A Alma Verde do Brasil

A conversa se aprofundou na preservação dos jardins e paisagens como uma verdadeira expressão cultural. Cauê Santana fez uma bela analogia, afirmando que "O Brasil por si só já é um país verde, de raízes verdes. Quanto mais você preserva, mais você leva o Brasil. O Brasil é como se fosse um jardim. Quanto mais verde, mais história e mais vida carrega".

Eduardo Melo ampliou o debate para além da cultura, salientando a dimensão da sobrevivência humana: "Não é só uma questão cultural, é também uma questão de sobrevivência do ser humano. Sem natureza a gente vai morrer". Priscila Faria observou uma mudança positiva de mentalidade, com crescente conscientização sobre a importância de jardins, praças e reflorestamento para um "ar mais saudável e um futuro melhor para as nossas crianças".

O Carnaval como Palco da Memória e Difusão Cultural

No maior espetáculo da Terra, os três entrevistados concordaram que o Carnaval é uma ferramenta poderosa para a difusão cultural. Cauê enfatizou que a Sapucaí é uma "vitrine muito grande" para nomes importantes como Burle Marx, alcançando um público que talvez não teria acesso a essa informação de outra forma.

Eduardo destacou o potencial educativo dos desfiles, que "com certeza pode ajudar" a apresentar a importância de figuras como Burle Marx para a garotada. Priscila reforçou o alcance popular da festa: "O carnaval atinge milhões de pessoas. Quem iria pesquisar sobre Burle Marx? Quando o enredo traz esse nome, desperta a curiosidade. O carnaval mostra para todas as camadas da população a importância desse paisagista para o nosso país".

Assim, a Botafogo Samba Clube não apenas desfilou, mas também educou e inspirou, reafirmando o papel do Carnaval como um vibrante palco para a celebração e a guarda da nossa rica herança cultural e ambiental.

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