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Salgueiro: Desfile de luxo, homenagem a Rosa e aula de mestre-sala! É campeão do Carnaval?

Salgueiro: Desfile de luxo, homenagem a Rosa e aula de mestre-sala! É campeão do Carnaval?

Salgueiro Brilha na Sapucaí com Homenagem Espetacular a Rosa Magalhães!

A noite de desfiles do Grupo Especial foi encerrada com chave de ouro pela Acadêmicos do Salgueiro, que apresentou uma homenagem grandiosa e emocionante à lendária carnavalesca Rosa Magalhães. Sob a direção artística de Jorge Silveira, a escola da Tijuca desfilou com um conjunto estético de altíssima qualidade, esbanjando bom gosto, luxo nos materiais e um acabamento primoroso que remetia diretamente ao estilo inconfundível da "professora". O enredo, "A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau", foi um verdadeiro mergulho na vasta obra e no legado de Rosa, desde sua paixão pela literatura e o universo infantil até suas viagens imaginárias e o amor pelo Brasil. A performance da escola foi marcada por uma evolução fluida, um canto potente da comunidade e a maestria em todos os quesitos, consolidando um desfile que não apenas reverenciou uma das maiores mentes do Carnaval, mas também reafirmou a força e a tradição do Salgueiro na Marquês de Sapucaí. Pequenos percalços, como um buraco no setor final, foram ofuscados pela excelência geral da apresentação, que encantou o público e os jurados, prometendo uma disputa acirrada pelas primeiras posições.

A Delirante Jornada: O Enredo que Homenageou a Professora

O enredo do Salgueiro foi uma imersão poética e visual na mente criativa de Rosa Magalhães. Desenvolvido por Jorge Silveira, o tema convidou o público a explorar o universo particular da carnavalesca. A narrativa começou na biblioteca de Rosa, onde livros se transformavam em portais para o mundo da literatura infantil, um de seus grandes fascínios. Em seguida, a escola celebrou a Rosa viajante, que nos levava a diferentes culturas sem sair do lugar, e a Rosa que ensinava a amar o Brasil através de sua natureza exuberante e dos movimentos estéticos que pensaram a brasilidade. O desfile culminou com um convite emocionante para que a mestra retornasse à Academia do Samba, sendo coroada como uma verdadeira monarca do Carnaval, em uma festa vibrante em vermelho e branco.

Comissão de Frente: A Magia dos Livros que Ganham Vida

A comissão de frente, concebida e coreografada por Paulo Pinna, foi um espetáculo de criatividade e bom humor. Partindo do gesto essencial da leitura, anjinhos barrocos manipulavam grandes livros que se perfilavam para formar a palavra "ROSA". Desses volumes, emergiam referências icônicas dos enredos da carnavalesca, como a cabeça de um cisne, um navio pirata com seu personagem e elementos da fauna brasileira, como onças e araras. A apresentação culminou com uma delicada releitura da famosa comissão dos leques de 1994, com os anjinhos em cena. Apesar de uma pequena dificuldade na movimentação dos módulos para a saída da cabeça do cisne, o trabalho de Pinna foi leve, divertido e cumpriu com excelência a missão de introduzir o enredo de forma encantadora.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira: A Aula de Sidclei e Marcella

Sidclei Santos e Marcella Alves, um dos casais mais tradicionais e aclamados do Carnaval carioca, protagonizaram mais uma apresentação arrebatadora. Evocando a corte medieval e as passagens de Rosa Magalhães pela escola, a dupla demonstrou uma sincronia impecável e uma intensidade notável. Marcella Alves impressionou ao executar 18 giros contínuos com a bandeira, deslocando-se pela pista e utilizando o espaço com maestria, mantendo o pavilhão sempre desfraldado. O bailado clássico, pautado na defesa do pavilhão, foi executado com perfeição, consolidando a performance do casal como um dos pontos altos do desfile do Salgueiro.

Alegorias e Fantasias: O Padrão Rosa com a Personalidade de Jorge

O conjunto estético do Salgueiro foi um verdadeiro deleite visual. As cinco alegorias e dois tripés, grandiosas e com acabamento impecável, exibiam um apuro estético digno da homenageada. O abre-alas, com impressionantes 70 metros, ocupou todo o primeiro setor da Sapucaí, marcando a grandiosidade do desfile e trazendo símbolos reconhecíveis dos carnavais de Rosa, como querubins e ornamentos rococós. Os carros seguintes exploraram o mundo do faz de conta com um castelo de brinquedo e bruxas estilizadas, as viagens utópicas com botes e gôndolas, a antropofagia brasileira com formas selvagens e a presença indígena, culminando na coroação de Rosa como Rainha Momo, com a presença de Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues. As fantasias, consideradas o ponto alto, mesclavam o padrão de volumetria e luxo de Rosa com a personalidade artística de Jorge Silveira. Confeccionadas com materiais de alta qualidade, elas traduziram com maestria cada setor do enredo, desde a estética clássica e medieval até o universo infantil, as culturas diversas e o vibrante tropicalismo brasileiro, sempre com um toque de vermelho e branco.

Samba-Enredo e Harmonia: A Força da "Furiosa" e a Voz de Igor Sorriso

O samba-enredo, uma obra coletiva de diversos compositores, ganhou vida na Sapucaí com a energia contagiante da bateria "Furiosa", comandada pelos mestres Guilherme e Gustavo, e a potência vocal de Igor Sorriso. O andamento para frente imposto pela bateria permitiu um rendimento satisfatório, e a obra cresceu na avenida, especialmente nos refrãos que "pegaram" a Sapucaí de forma despretensiosa. O pré-refrão "Mestra, você me fez amar a festa" foi um dos trechos mais cantados pela comunidade. A harmonia da escola foi exemplar, com o carro de som de Igor Sorriso utilizando um violino para criar um clima mais clássico, remetendo aos bailes de Veneza, um fascínio de Rosa. As vozes de apoio e a participação vigorosa da comunidade garantiram volume e energia ao canto, demonstrando a força do Salgueiro mesmo após enfrentar problemas de som em ensaios técnicos.

Destaques e Curiosidades do Desfile Salgueirense

  • O gigantesco abre-alas, com 70 metros de comprimento, dominou o primeiro setor da Sapucaí, marcando a grandiosidade do desfile.
  • A bateria "Furiosa" homenageou Rosa Magalhães em suas fantasias, inspiradas no desfile de "Piratas" que a carnavalesca assinou pela Imperatriz em 2003.
  • A rainha de bateria Viviane Araújo desfilou com a fantasia "Cobiça de Ouro", suspensa em uma proa de navio pirata, também em referência ao trabalho de Rosa em 2003.
  • Os passistas do Salgueiro prestaram tributo ao desfile da União da Ilha de 2010, com figurinos que remetiam ao trecho "Quem é que não tem uma louca ilusão e um Quixote no seu coração?".
  • As baianas, com a ala "Amiga do Rei", representaram as damas da corte, personagens recorrentes na obra da carnavalesca.
  • No esquenta, Igor Sorriso embalou o público com refrãos de sambas históricos, como "Pega no Ganzá" e "Peguei um Ita no Norte", aquecendo os corações salgueirenses.
  • O mascote Djalma Sabiá e o arrastão de foliões apaixonados que seguiram a escola reforçaram a paixão e o envolvimento da comunidade com o Salgueiro e sua homenagem à "professora".

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