Em Cima da Hora: Pombagiras no Carnaval! Escola desafia o preconceito e empodera!
Em Cima da Hora: A Força Feminina e a Espiritualidade Iluminam a Sapucaí!
Prepare-se para um desfile que promete ser um verdadeiro grito de liberdade e empoderamento na Marquês de Sapucaí! A Em Cima da Hora, a vibrante Azul e Branca de Cavalcanti, aposta alto em um enredo que celebra a força feminina e a rica espiritualidade, transformando a Avenida em um palco de reverência e reconhecimento.
O Enredo que Vai Agitar o Carnaval
Com o tema "Salve todas as Marias – laroyê, Pombagiras!", a escola de samba propõe uma profunda reflexão. O desfile não é apenas uma celebração, mas uma jornada que explora como as Pombagiras, ao longo dos séculos, desafiaram estigmas e preconceitos, emergindo como figuras de poder, acolhimento e transgressão. Elas representam a essência da liberdade, resistência e do empoderamento feminino, trazendo para a passarela uma mensagem poderosa e necessária.
Pombagiras: Símbolos de Poder e Acolhimento
Presentes nas ruas e encruzilhadas, espaços historicamente marginalizados, as Pombagiras permanecem vivas na fé de quem encontra nelas orientação e proteção. A Em Cima da Hora traz essa espiritualidade para o centro do espetáculo, desmistificando e honrando essas entidades que são pilares para muitos devotos. É um convite para o público mergulhar em uma cultura rica e muitas vezes incompreendida.
Estreantes na Avenida: A Força da Fé Move o Desfile
Um detalhe curioso e inspirador chama a atenção na preparação da escola: muitos dos componentes que desfilarão pela Em Cima da Hora farão sua estreia na Sapucaí, impulsionados justamente pela força e relevância do enredo. A conexão com o tema é tão profunda que atrai novos corações para a Avenida, mostrando o poder de mobilização da fé e da cultura.
Vozes da Devoção: Depoimentos que Inspiram
- Leandro Avelar, 46 anos, professor: Para ele, desfilar sobre Pombagira é um momento de alegria e empoderamento. Com uma vivência espiritual e acadêmica (sua pesquisa de mestrado aborda Maria Mulambo), Leandro se sente ainda mais conectado à sua Pombagira, que o orienta na vida social, afetiva e pessoal.
- Sheila Monsanto, 56 anos, secretária: Estreante na escola, Sheila descreve a Pombagira como a base de sua vida espiritual. Para ela, é força, proteção, caminhos abertos e prosperidade. A emoção é tanta que, ao cantar o samba na Avenida, seu corpo arrepia inteiro.
- Eduardo Jesus, 63 anos, contador: Mesmo vindo de outra tradição religiosa, Eduardo se junta à escola por admiração e respeito à fé alheia. Ele reconhece a potência simbólica das entidades, observando como elas inspiram mulheres a ganhar autoconfiança, força interior e prosperidade.
Ao levar as Pombagiras para o centro do desfile, a Em Cima da Hora não apenas rompe estigmas, mas transforma a Sapucaí em um espaço de reconhecimento e respeito. Na encruzilhada entre a tradição do samba e a resistência cultural, a Azul e Branca de Cavalcanti canta alto: Laroyê!
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